Um objeto descrito como um suposto “item de feitiçaria” foi encontrado em um jardim anexo ao gabinete do senador Magno Malta (PL-ES), dentro do Senado Federal, em Brasíliana manhã desta segunda-feira (2/9), reacendendo debates sobre segurança institucional, símbolos religiosos e o ambiente político na capital federal.
Segundo informações preliminares, o material estava localizado em uma área interna de acesso restrito, o que levantou dúvidas sobre como alguém poderia ter entrado no espaço sem ser identificado. O item foi imediatamente recolhido e encaminhado à Polícia Legislativa, responsável pela condução da investigação e preservação de eventuais provas.
O suposto objeto de bruxaria foi enterrado em um trecho do jardim próximo ao gabinete do senador, em área sem cobertura de câmeras de segurança. Esta falta de monitoramento é vista como um dos principais desafios da investigação e pode dificultar a identificação de pessoas que possam estar no local antes da descoberta. Veja as imagens (Reprodução/X/@Pri_usabr1):
MACUMBA foi encontrado no jardim anexo ao gabinete do Senador Magno Malta. A Polícia Legislativa investiga o caso. 😳 pic.twitter.com/u3HSn00DYq
-Pri (@Pri_usabr1) 10 de fevereiro de 2026
Como a Polícia Legislativa conduz a investigação?
Após a coleta, a Polícia Legislativa iniciou os procedimentos formais para registrar o caso, analisar o conteúdo do material e verificar se houve violação das dependências do Senado. Até o momento não há confirmação sobre o significado, finalidade ou autoria do suposto objeto ritual, nem relato conclusivo sobre sua composição.
A investigação também avalia se o episódio constitui um ato isolado, uma tentativa de intimidação simbólica ou uma possível falha na segurança do prédio. Técnicos entrevistados reservadamente ressaltam que a investigação deve considerar desde hipóteses de motivação política até possíveis ações de caráter religioso ou meramente provocativo.
Como foi a repercussão do caso?
Pastor e cantor gospel, associados de Magno Malta o caso para uma dimensão que costuma chamar de “batalha espiritual”, expressão já utilizada em discursos no plenário e em eventos religiosos para se referir a choques de valores no campo político e moral. Para os aliados, o episódio é interpretado como uma extensão desse ambiente de conflito simbólico em torno de suas agendas públicas e conservadoras.
O senador é conhecido por declarações críticas sobre práticas ligadas às religiões de base africana, o que já gerou reações de representantes de terreiros e entidades do movimento negro em debates sobre políticas públicas. Para os observadores, o uso repetido de “batalha espiritual” reforça a leitura contestada das narrativas religiosas e políticas, mesmo sem confirmação oficial sobre o caráter ritualístico do material encontrado.
Quais são os principais focos da investigação de segurança do Senado?
Um dos pontos centrais da investigação é entender como o suposto objeto de feitiçaria foi parar em uma área interna do Senado, em um jardim sem câmeras, o que levanta questionamentos sobre falhas de vigilância em locais sensíveis. A Polícia Legislativa investiga se houve acesso indevido, uso de credenciais, arrombamentos em portas ou portões e falhas nas rotinas de fiscalização.
Para esclarecer essas dúvidas, os investigadores atuam em diferentes frentes de investigação e buscam mapear possíveis vulnerabilidades na estrutura de segurança do Parlamento, envolvendo setores administrativos e equipes terceirizadas:
- Reconstrução de rotinas a equipe de manutenção, jardinagem e limpeza da área;
- Análise de registros de entrada de servidores, visitantes e prestadores de serviços nos dias anteriores ao achado;
- Verificação de ponto cego no circuito de câmeras e vias alternativas de circulação interna;
- Expertise em material coletadopara identificar composição, origem e quaisquer impressões ou vestígios.

