Transparência Internacional vê grave inércia institucional da PGR na investigação do contrato entre Viviane Barci e Vorcaro

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Transparência Internacional vê grave inércia institucional da PGR na investigação do contrato entre Viviane Barci e Vorcaro

A ONG anticorrupção Transparência Internacional destacou a gravidade da falta de atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) diante das revelações envolvendo o contrato de R$ 129 milhões assinado entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Em publicação feita nesta quinta-feira (2), a entidade classificou como “terrível” a forma como o contrato teria sido conduzido e afirmou que as novas informações reforçam a necessidade de abertura de uma investigação formal.

“O grau de informalidade com que foi processado um contrato no valor de R$ 129 milhões de reais é estarrecedor e só aumenta as suspeitas — que já eram mais que suficientes para abrir uma investigação própria. A inação da PGR torna-se mais grave a cada nova revelação”, afirmou a entidade.

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A manifestação da ONG faz referência a uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que revelou trocas de mensagens entre o advogado e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Segundo a publicação, Viviane enviou diretamente ao empresário a minuta do contrato de prestação de serviços jurídicos, que previa consultoria de compliance. Em resposta, Vorcaro teria perguntado sobre como assinar o documento, seja eletronicamente ou fisicamente.

A troca de mensagens teria ocorrido no dia 17 de janeiro de 2024.

Segundo informações citadas no relatório, o contrato envolveria serviços de consultoria jurídica e compliance realizados entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sem atuação em processos perante o Supremo Tribunal Federal.

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As revelações colocaram o caso no centro de polêmicas envolvendo o Banco Master e possíveis relações institucionais com figuras jurídicas e políticas.

Diante da repercussão, o Supremo Tribunal Federal determinou a investigação do vazamento das mensagens que sustentavam a reportagem.

A PGR foi procurada para comentar o caso, mas até o momento não se pronunciou.