O Justiça Federal do Distrito Federal rejeitou uma ação que tentava impedir a Procurador-Geral da União (AGU) para representar o Estado brasileiro no processo movido por Estrondo e por Mídia Trump nós Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraesde Supremo Tribunal Federal (STF).
Como o Tribunal rejeitou o pedido contra as ações da AGU?
A decisão foi proferida pelo 20ª Vara Federal do Distrito Federalque analisou uma ação popular movida por um advogado contrário à participação da AGU no caso que tramita na justiça norte-americana.
De acordo com o juiz Adverci Rates Mendes de Abreua ação utilizada pelo autor não foi o instrumento jurídico adequado para discutir a autorização concedida ao órgão federal, levando à extinção do processo sem julgamento de mérito. As informações são do Metrópoles.
Por que o advogado contestou a defesa de Moraes?
O autor argumentou que a AGU não poderia agir no caso porque a ação movida nos Estados Unidos teria alvo Alexandre de Moraes como indivíduo.
Na avaliação apresentada pelo advogado, a estrutura da União não deveria ser utilizada para defender um juiz em uma disputa judicial que, segundo ele, não envolveria diretamente o Estado brasileiro.
Qual foi o entendimento do juiz?
Ao analisar o caso, o juiz concluiu que a ação popular tem finalidade específica e não pode ser utilizada para impor medidas administrativas ou questões fora do seu âmbito legal.
O juiz destacou que os pedidos apresentados não visavam anular supostos atos lesivos ao patrimônio público, mas sim exigir medidas administrativas incompatíveis com a natureza desse tipo de ação judicial.
O que permanece válido após a decisão?
Com o indeferimento da ação, a autorização para a AGU atuar em defesa dos interesses do Brasil no processo que ocorre em Justiça da Flórida.
Na prática, a decisão mantém o apoio institucional concedido para acompanhar o caso envolvendo plataformas norte-americanas e o ministro do STF.
O que está em jogo no processo da Rumble and Trump Media?
As empresas desafiam decisões de bloqueio e restrições determinadas por Alexandre de Moraes e alegar perante o Tribunal dos Estados Unidos que houve censura contra cidadãos e plataformas americanas. Entre os principais pontos discutidos pelas empresas estão:
- Ordens de restrição judicial emitidas pelo ministro;
- Alegações de censura contra usuários dos EUA;
- Dúvidas sobre decisões envolvendo plataformas digitais;
- O bloqueio de Estrondo no Brasil, em vigor desde fevereiro de 2025.
STF afirma que discussão envolve soberania nacional
Ao autorizar a ação da AGU o presidente do STF Edson Fachinafirmou que a polêmica vai além da figura individual de Alexandre de Moraes e atinge temas institucionais mais amplos.
Segundo Fachin, há debate sobre independência do Judiciário brasileiroa preservação de Estado de Direito e até mesmo aspectos ligados a soberania nacionaljustificando a participação da AGU na defesa do caso.

