O químico Omar Yaghiganhador do Prêmio Nobel de Química em 2025, deixou seu cargo na Universidade da Califórnia em Berkeley assumir a direção de um novo instituto de pesquisa em Universidade Tsinghuauma das principais instituições educacionais da China.
O cientista comandará um centro dedicado ao uso de inteligência artificial acelerar a descoberta e o desenvolvimento de novos materiais, numa iniciativa que reforça a estratégia da China de expandir a sua liderança na investigação científica e inovação tecnológica.
A mudança ocorre num contexto de redução dos investimentos federais em ciência nos Estados Unidos e fortes incentivos oferecidos pela China para atrair investigadores de renome internacional, incluindo financiamento robusto e infraestruturas de ponta.
Especialistas consultados por O jornal New York Times afirmam que a China já ultrapassou os Estados Unidos em diversas áreas da ciência dos materiais e da química, impulsionada pelo elevado volume de investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
Quem é Omar Yaghi?
Nascido em Amã, Jordâniafilho de refugiados palestinos, Omar Yaghi mudou-se para os Estados Unidos aos 15 anos. Sua carreira acadêmica o transformou em um dos principais nomes da química moderna.
Ele é reconhecido por criar o estruturas metal-orgânicas (MOFs)materiais altamente porosos capazes de armazenar e liberar gases com grande eficiência. A tecnologia tem aplicações promissoras em áreas como:
- Captura e armazenamento de carbono;
- Produção de hidrogénio;
- Armazenamento de energia;
- Purificação de água;
- Desenvolvimento de novos medicamentos.
Em 2018, uma equipe liderada por Yaghi demonstrou um dispositivo capaz de capturar água do ar em regiões desérticastecnologia inspirada nas dificuldades que o cientista enfrentou na infância.
Novo instituto na China
O instituto, que será liderado por Yaghi, terá como principal objetivo aliar a inteligência artificial à experimentação científica para acelerar o desenvolvimento de novos materiais, reduzindo a dependência do método tradicional de tentativa e erro.
Segundo a Universidade de Tsinghua, a proposta é reduzir significativamente o tempo necessário para descobrir materiais com aplicações em energia, eletrónica, medicina e sustentabilidade, consolidando a IA como uma ferramenta central para a investigação científica de próxima geração.
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