
O leilão do novo centro administrativo do governo de São Paulo entra numa fase decisiva com a entrega de propostas de consórcios privadosnesta segunda-feira (23/2), interessado em assumir a construção e operação do complexo em Campos Elísios.
Como funciona o leilão do novo centro administrativo de São Paulo?
As propostas foram arquivadas e a abertura dos envelopes está marcada para o dia 26 de fevereiro, na sede da B3, em São Paulo, com a disputa definida pelo maior desconto na contrapartida pública mensal de R$ 76,6 milhões. A empresa ou consórcio vencedor será responsável pela construção, operação, manutenção e gestão dos serviços do Centro Administrativo Campos Elíseos.
O leilão reúne dois grupos com experiência em infraestrutura e concessões, avaliados por critérios técnicos e pelo maior desconto oferecido na contraprestação mensal, seguindo modelagem de PPP com matriz de risco e indicadores de desempenho. O contrato terá duração de 30 anos na forma de Parceria Público-Privada (PPP), com investimentos de R$ 6 bilhões.
Quais as principais características do centro administrativo de Campos Elíseos?
O Centro Administrativo Campos Elíseos foi projetado para integrar órgãos hoje espalhados em mais de 40 endereços da capital, concentrando cerca de 22 mil servidores em sete prédios e dez torres, com gestão integrada de serviços e operações. Veja os recursos:
Centro Administrativo Campos Elíseos
Principais características e benefícios do novo complexo administrativo
Servidores e Estrutura
Número de servidores
22.000
Edifícios e Torres
7 edifícios e 10 torres com gestão integrada de serviços e operações.
Área Construída
Total
250.000 m²
Comércio e Serviços
Pelo menos 25 mil m² serão destinados a comércio e serviços, otimizando custos de aluguel.
Benefícios e Impacto
Modernização dos equipamentos públicos, redução de despesas, maior eficiência e fortalecimento da presença institucional no centro de São Paulo.
Como o novo centro administrativo impactará a região central de São Paulo?
O projeto está vinculado a um plano reocupação e recuperação econômica da região central, coordenado pela Secretaria de Parcerias de Investimentos (SPI), buscando atrair novos negócios formais, serviços e investimentos privados para Campos Elíseos.
A estimativa é que sejam gerados cerca de 38 mil empregos durante as obras e outros 2,8 mil empregos formais após a entrega, apoiados por intervenções urbanísticas, relocalização do terminal Princesa Isabel, desapropriações pontuais e restauração de imóveis tombados. Veja imagens do projeto divulgado pelo Governo de SP:
Quais ações urbanas e patrimoniais estão previstas em torno do projeto em São Paulo?
O plano do entorno do novo centro administrativo prevê medidas de mobilidade, preservação histórica e qualificação dos espaços públicos, aliadas ao transporte público e à caminhabilidade, para melhorar a segurança, a atratividade e o uso contínuo da área.
Entre as principais ações previstas, o governo elenca intervenções que combinam centralização administrativa, reorganização viária e valorização do patrimônio histórico, buscando transformar Campos Elíseos em um pólo de serviços e convivência:
- Centralização dos órgãos estaduais em Campos Elíseos, com maior fluxo diário de funcionários e visitantes.
- Impulso à requalificação do centro com novos serviços, comércio e atividades económicas formais.
- Reorganização do transporte com mudança do terminal Princesa Isabel para a Avenida Cásper Líbero.
- Restauração de 17 imóveis tombados, reforçando o patrimônio histórico, turístico e cultural local.
- Ampliação de mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel e reorganização do uso do espaço público.
