Valdemar cita Tiririca ao rebater investigação da PF e explica como distribuiu emendas parlamentares

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Valdemar cita Tiririca ao rebater investigação da PF e explica como distribuiu emendas parlamentares

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira que a distribuição de emendas parlamentares pela direção partidária é uma prática comum e negou qualquer irregularidade nas denúncias investigadas pela Polícia Federal (PF). Durante entrevista à GloboNews, ele citou o deputado federal Tiririca como exemplo para explicar como funcionava a distribuição de recursos.

Segundo Valdemar, antes de deixar o PL para ingressar no PSD, em novembro do ano passado, Tiririca o procurou para saber como deveria destinar parte de suas emendas parlamentares. Na época, o deputado também transferiu seu domicílio eleitoral de São Paulo para o Ceará.

Segundo o dirigente, ele orientou o parlamentar a direcionar recursos para municípios vinculados ao partido que precisavam de investimentos, principalmente na área de saúde.

“Se você olhar as emendas dele, você vai ver que eram para saúde, Santa Casa, só coisas sérias”, disse Valdemar.

O presidente do PL explicou que os deputados que não têm uma base consolidada de autarcas costumam disponibilizar parte das suas emendas para que a direção nacional do partido as possa redistribuir entre as cidades consideradas prioritárias. Segundo ele, a formalização das indicações cabe à direção do partido na Câmara dos Deputados, responsável por analisar a viabilidade técnica dos projetos antes da assinatura.

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Valdemar também argumentou que os presidentes dos partidos têm uma visão mais ampla da distribuição de recursos em nível nacional, enquanto os parlamentares tendem a concentrar suas atividades nos seus respectivos estados e municípios.

As declarações foram feitas em resposta à investigação conduzida pela Polícia Federal, que aponta que Valdemar atuou na indicação de emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato eletivo. O dirigente voltou a negar as suspeitas e classificou como “absurdo” a imputação dos crimes de peculato e associação criminosa.

Segundo ele, os funcionários da Câmara dos Deputados citados na investigação apenas realizaram análises técnicas sobre a disponibilidade de recursos e a viabilidade dos projetos apresentados pelas prefeituras.

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Valdemar também contestou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões relativos à investigação. O presidente do PL afirmou que o valor corresponde ao valor das alterações sob investigação, e não ao seu patrimônio pessoal.

“Quando dizem que bloquearam R$ 119 milhões, muita gente pode pensar que eu tenho esse dinheiro na conta. Não tenho. Nem acertando duas vezes na Mega-Sena eu teria esse valor”, declarou.

Conforme revelou o jornal O Globodos R$ 119 milhões em emendas atribuídas pela Polícia Federal às ações de Valdemar Costa Neto, cerca de R$ 97 milhões foram liberados na semana anterior ao prazo final para envio de recursos federais antes das eleições municipais de 2024. Segundo a investigação, parte significativa desses recursos teria sido destinada aos municípios com o objetivo de fortalecer as candidaturas do PL ou de aliados do partido nas eleições.