O ministro Alexandre de Moraesdo Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar humanitária ao pastor Márcio Ponciopreso durante a quinta fase do Operação Prego e Carneda Polícia Federal. A decisão substitui a prisão preventiva e determina o uso de tornozeleira eletrônica, além de outras medidas cautelares.
Entre as restrições impostas estão a entrega do passaporte ao Tribunal, a proibição de uso de redes sociais e o cumprimento das condições estabelecidas pelo STF.
Na decisão, Moraes considerou o estado de saúde do pastor, que sofre de colite ulcerativa gravedoença inflamatória intestinal crónica diagnosticada em 2013. O ministro teve ainda em conta que a mulher de Poncio enfrenta uma gravidez considerada de alto risco.
Operação Unha e Carne investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao bicheiro Adilsinhoalém de possíveis ligações com membros dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, a investigação também apura vazamentos de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho, que teriam favorecido integrantes da organização criminosa.
Além de Márcio Poncio, a operação também mirou o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho (Adilsinho) e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellarque permanece na prisão federal.
Conhecido como o “pastor do cigarro” por seus trabalhos anteriores no setor de tabaco, Márcio Poncio ganhou notoriedade como líder religioso, empresário e influenciador digital. Em 2022, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro e foi segundo suplente, com cerca de 33 mil votos.

