O jornalista Paulo Figueiredo, considerado o principal aliado do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, pediu ao governo do presidente Donald Trump que suspenda as tarifas sobre produtos brasileiros e adote, em seu lugar, sanções destinadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido foi apresentado em comunicado enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e ao Comitê da Seção 301. No documento, Figueiredo também solicita participação na audiência pública marcada para o dia 6 de julho, que discutirá a proposta de aumento de tarifas sobre as importações brasileiras.
Na manifestação, o jornalista argumenta que a adoção de tarifas prejudicaria tanto os produtores brasileiros quanto os consumidores americanos, ao aumentar os custos e afetar as relações comerciais entre os dois países. Segundo ele, a medida ainda acabaria fortalecendo politicamente aqueles que considera responsáveis pela crise atual.
Figueiredo afirma ainda que a imposição de tarifas poderia acelerar a aproximação do Brasil com a China, contrariando os interesses estratégicos dos Estados Unidos na região. Por isso, defende que Washington substitua as restrições comerciais por mecanismos de sanções individuais, como a Lei Magnitsky, usada pelos EUA para punir pessoas acusadas de envolvimento em violações de direitos humanos e corrupção.
No documento enviado às autoridades norte-americanas, o aliado de Eduardo Bolsonaro pede ao governo dos Estados Unidos que suspenda a proposta tarifária e reavalie a decisão tendo em conta o cenário político brasileiro, especialmente as eleições presidenciais de outubro de 2026.
Além disso, solicita que as sanções previstas no Global Magnitsky sejam retomadas e ampliadas, com foco em indivíduos que, segundo ele, estariam envolvidos em casos de censura e corrupção. Para Figueiredo, este modelo seria mais eficaz porque chega diretamente aos responsáveis, sem penalizar produtores, empresas e consumidores.

