STJ barra por unanimidade pedido de liberdade de Deolane Bezerra

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STJ barra por unanimidade pedido de liberdade de Deolane Bezerra

O Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade manter a prisão preventiva do influenciador Deolane Bezerrainvestigado por suposto envolvimento em esquema de fraude lavagem de dinheiro ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

STJ mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra

O julgamento aconteceu nesta terça-feira (9), quando os cinco ministros da Quinta Turma rejeitaram o recurso apresentado pela defesa do influenciador. A decisão seguiu o voto do relator, ministro Ribeiro Dantas.

No final da sessão, o ministro Maria Marluce Caldas informou que o colegiado negou provimento ao recurso de habeas corpus, mas recomendou maior celeridade na Tribunal de Justiça de São Paulo na análise do caso.

O que alegou a defesa do influenciador

Durante a sustentação oral, o advogado Auri Lopes Jr. afirmou que a prisão preventiva seria excessiva, desnecessária e motivada pela grande repercussão pública do caso.

A defesa argumentou ainda que Deolane nunca foi chamada prestar esclarecimentos durante os anos de investigação e que medidas menos severas poderiam ter sido adotadas antes da ordem de prisão.

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Quais foram os principais argumentos apresentados

Segundo os advogados, não há elementos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva. Entre os pontos destacados estão:

  • Todos os ativos do influenciador estão bloqueados
  • Os movimentos financeiros investigados são rastreáveis
  • Não há evidências de tentativa de fuga
  • Ela retornou voluntariamente ao Brasil após viagem internacional
  • Não houve crimes envolvendo violência ou ameaças graves

A defesa destacou ainda que Deolane é empresária, advogada e mãe de uma criança de 10 anos, afirmando que a prisão causou impactos familiares significativos.

Ministério Público defendeu continuação da prisão

Representando o Ministério Público Federal, o Procurador-Geral da República Augusto Aras defendeu a manutenção da medida cautelar durante o julgamento realizado no STJ.

Segundo ele, há precedentes no próprio Tribunal que permitem a prisão preventiva em situações que envolvem suposta participação em organizações criminosas e em casos relacionados à lavagem de dinheiro.

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Investigação aponta suposta ligação com esquema PCC

O Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane Bezerra, Marco Willians Herbas Camacho, também conhecido como Marcolae outras pessoas sob suspeita de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Os investigadores afirmam que a influenciadora usou seu perfil público e aparente credibilidade social para dar aparência de legalidade a recursos supostamente oriundos de atividades ilícitas. A defesa nega todas as acusações.

Defesa promete continuar batalha legal pela liberdade

Após o resultado, os advogados divulgaram nota lamentando a decisão e reforçando que consideram a prisão ilegal e desnecessária. A defesa sustenta que o influenciador não faz parte de nenhuma organização criminosa.

Segundo o comunicado, o julgamento teria analisado apenas aspectos processuais, sem entrar no mérito das acusações. Os advogados informaram que continuarão buscando a revogação da prisão junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo.