
O Gigante chilena CMPC colocou em análise um dos maiores investimentos industriais do Ámérica do Sul ao admitir a possibilidade de transferir um Megaprojeto bilionário do Brasil ao Paraguai em meio a impasses regulatórios.
Por que a CMPC pode transferir um megaprojeto para o Paraguai?
O CMPCum dos maiores produtores globais de celuloseavalia mover a chamada Projeto Natureza ao Paraguai caso o impasse no licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul não seja resolvido até o final de 2026. A iniciativa envolve um investimento estimado entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões.
A declaração foi feita por Antonio Lacerdadiretor geral da empresa no Brasil, e explicou a preocupação do grupo com a convocação previsibilidade regulatória. A sinalização gerou forte repercussão no setor industrial ao colocar Brasil e Paraguai em competição direta por capitais de grande porte. As informações são do Conexão Política.
O que está em jogo no Projeto Natureza no Rio Grande do Sul?
O Projeto Natureza prevê o construção de uma megafábrica com capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de celulose por anoposicionando-se entre os maiores complexos do setor na América Latina. O investimento é considerado estratégico para a expansão da CMPC na região. Veja os impactos:
🌿 PROJETO NATUREZA NO RS
Análise de impacto, investimento e desafios regulatórios
🏭 Megafábrica de Celulose
2,5 milhões de toneladas/ano
O projeto prevê a construção de um dos maiores complexos de celulose da América Latina, ampliando a capacidade industrial do setor.
📈 Impacto Estratégico
Expansão da CMPC
O investimento é considerado essencial para consolidar a atuação da empresa na região e fortalecer sua presença no mercado latino-americano.
⚠️ Barreira Principal
Licenciamento ambiental
O processo enfrenta atrasos e incertezas no Rio Grande do Sul, sendo o principal fator de bloqueio para o avanço do projeto.
📊 Avaliação de risco
Alto risco
A falta de definição regulatória aumenta a incerteza sobre a viabilidade de um projeto desta magnitude.
Como o impasse no licenciamento ambiental afeta os investimentos?
O atraso nas etapas regulatórias foi apontado como fator decisivo na possível mudança de país. O CMPC afirma que a indefinição impacta diretamente o planejamento financeiro e operacional do empreendimento.
Além disso, o cenário reforça uma percepção crescente no setor de que o Brasil enfrenta desafios de segurança jurídica em grandes projetos industriais, especialmente aqueles ligados à bioeconomia e à silvicultura. Entre os principais fatores que pressionam a decisão da empresa estão:
- Longos prazos de análise ambiental
- Incerteza sobre autorizações estaduais e federais
- Alto custo de manutenção de projetos parados
- Risco de perda de competitividade internacional
Por que o Paraguai se tornou uma alternativa para as grandes indústrias?
O Paraguai vem se consolidando como destino alternativo para grandes investimentos industriais na América do Sul. O país tem atraído empresas por oferecer maior agilidade regulatória e menores custos operacionais.
Este movimento ocorre num contexto de competição regional por projetos de grande escala, especialmente nos setores de celulose, têxtil e manufatura leve, onde a competitividade depende da eficiência regulatória e tributária. O país vizinho destaca-se principalmente por:
- Processos de licenciamento mais rápidos
- Estrutura tributária simplificada
- Custos trabalhistas significativamente mais baixos
- Maior previsibilidade para investimentos de longo prazo
Por que há migração de empresas brasileiras para o Paraguai?
O caso da CMPC não é isolado e se soma a uma tendência já consolidada de migração de empresas brasileiras para o Paraguai. Desde 2007, mais de 230 empresas operar sob o regime de inventar no país. Entre 2024 e 2026, pelo menos 26 novas empresas brasileiras começaram a operar sob o modelo, impulsionadas por custos mais competitivos e menores cargas tributárias.
As dez maiores maquiladoras brasileiras no Paraguai registraram cerca de US$ 1,3 bilhão em exportações em 2025reforçando a força do modelo na região. Além disso, grupos como Karsten, Garoto e Dass expandiu as operações recentes, motivada por custos trabalhistas próximos a 12% no Paraguaicontra mesmo 80% no Brasilalém de custos operacionais de até 40% menor.
