O “Manchester Catarinense” É a maior cidade do estado e abriga a única escola Bolshoi fora da Rússia.

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O “Manchester Catarinense” É a maior cidade do estado e abriga a única escola Bolshoi fora da Rússia.

Numa avenida de palmeiras imperiais plantadas no século XIX, no centro de Joinvillevocê ainda pode ouvir português com sotaque alemão. “Manchester Catarinense” é a maior cidade do Santa Catarina reúne arquitetura europeia, fábricas centenárias e a única filial internacional da escola de balé mais antiga do mundo.

Como uma colônia europeia se tornou a Cidade dos Príncipes?

A história começa em um casamento real. Em 1843, a princesa Francisca Carolina de Bragançairmã de Dom Pedro IIcasou-se com o príncipe francês Francisco Fernando de Orleanso Príncipe de Joinville. O dote incluía 25 léguas quadradas de terras no norte de Santa Catarina, que o casal nunca visitou. Em 9 de março de 1851, o barco Cólon os primeiros 118 colonos alemães, suíços e noruegueses desembarcaram às margens do rio Cachoeira para fundar o Colônia Dona Francisca.

O nome Joinville foi adotado em homenagem ao título do príncipe. Entre 1850 e 1888, a região recebeu cerca de 17 mil imigrantes europeus que, no século seguinte, construíram o maior parque industrial do Santa Catarinacom multinacionais como WEG, Tigre, Embraco e Hidromassagem. O apelido Manchester Catarinense reflete essa vocação fabril, que convive com a delicadeza dos jardins coloniais.

“Manchester Catarinense” chama a atenção por preservar o patrimônio europeu e estar entre as melhores cidades para se viver
Joinville-SC oferece roteiros familiares com Saal e o Museu Arqueológico acessíveis para explorar a imigração alemã e lazer seguro.​ // Créditos: WIkipédia

Por que Joinville é a Capital Nacional da Dança?

O título federal foi oficializado por Lei 13.314/2016. Desde 15 de março de 2000, a cidade abriga a única extensão internacional do Escola de Teatro Bolshoiinstituição russa fundada em 1776. Foi a primeira vez em 224 anos que a matriz moscovita transferiu seu método de ensino para outro país, segundo o site oficial da escola brasileira.

O treinamento dura oito anos, é totalmente gratuito e inclui uniforme, calçados, alimentação e assistência médica. A sede está anexa ao Centroventos Cau Hansenno centro da cidade, e recebe visitantes em horários programados. No mesmo espaço, todo mês de julho, o Festival de Dança de Joinvillereconhecido por Recordes Mundiais do Guinness em 2002 como o maior do mundo em número de participantes. A edição de 2025 reuniu 15 mil bailarinos inscritos e atraiu mais de 200 mil pessoas em duas semanas de programação.

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O forte desenvolvimento econômico e o elevado número de empregos consolidam Joinville como o grande motor de Santa Catarina. O vídeo é do canal Coisas do mundocom 823 mil assinantese detalha a segurança, infraestrutura e crescimento contínuo da maior cidade de Santa Catarina:

O que ver no centro histórico e arredores?

O centro concentra a maior parte das atrações a poucos passos. Quem tiver mais tempo pode estender o percurso até a Estrada Bonita, em Pirabeiraba, onde a herança rural alemã se mistura com a Mata Atlântica.

  • Alameda Brustlein: corredor de palmeiras imperiais plantadas em 1873 com sementes da Jardim Botânico do Rio de Janeirocartão postal e cenário fotográfico favorito.
  • Museu Nacional da Imigração e Colonização: instalado no antigo Palácio dos Príncipes, casarão de 1870 tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1939, com mais de 5 mil peças sobre a saga dos colonos.
  • Escola de Teatro Bolshoi no Brasil: visitas guiadas levam aos bastidores, salas de aula e oficinas onde são confeccionados os figurinos, mediante agendamento prévio.
  • Mirante do Morro da Boa Vista: a 250 metros acima do nível do mar, oferece vistas panorâmicas da cidade, do Baía da Babitonga e Serra Dona Francisca.
  • Museu Arqueológico de Sambaqui: acervo com cerca de 100 mil peças de pessoas que habitaram a região há mais de 5 mil anos, com entrada gratuita.
  • Bela estrada: Roteiro rural de 5 km em Pirabeiraba com cafés coloniais, cervejarias artesanais, orquídeas e o curioso Museu 2 Rodas.
Brasileiros se mudam para cidade que cresceu 10% na economia e é atrativa pelo baixo custo, empregos e qualidade de vida
Joinville combina tudo isso com jardins centenários, cucas saindo do forno e mirantes que alcançam a serra e o mar. / Créditos: Wikipédia

Quando ir e o que comer no Manchester Catarinense?

Joinville recebeu o carinhoso apelido de Chuville devido às chuvas frequentes ao longo do ano. O verão é quente e abafado e o inverno traz dias amenos. Julho tem o clima mais agradável e o pico cultural, com o festival ganhando palcos em praças, shoppings e até hospitais.

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☀️ Verão

Dez – fevereiro

20-32°C

Temperatura

Pico de calor e chuva. Desfrute de passeios de barco pela exuberante Baía da Babitonga entre os golpes de verão.

☔ Muito alto

🍂 Outono

Mar – maio

17-28ºC

Temperatura

Clima ameno ideal para explorar a museus da cidade e das belezas rurais Bela estrada.

🌦️ Chuva média

🩰 Inverno

Junho – agosto

13-23°C

Temperatura

A estação mais seca e quente devido ao mundialmente famoso Festival de Dança de Joinville.

☀️ Chuva baixa

🌸 Primavera

Setembro – novembro

16-27°C

Temperatura

Temporada de flores. Perfeito para escalar Olhe e passear pelo charmoso centro histórico da cidade.

🌦️ Chuva média

Temperaturas aproximadas com base em Clima. As condições podem variar.

“Manchester Catarinense” chama a atenção por preservar o patrimônio europeu e estar entre as melhores cidades para se viver
Joinville-SC inspira com arquitetura em enxaimel, festas germânicas e parques serenos, convidando você a celebrar a cultura e a natureza em harmonia.​ // Créditos: YouTube @BRASILVISTOPORDRONE

Vale a pena visitar a Cidade da Dança de Santa Catarina?

Joinville oferece uma combinação difícil de encontrar em outras capitais regionais: herança europeia intacta, indústria vibrante, gastronomia germânica preservada e o único centro da escola de balé mais prestigiada do mundo. Tudo a poucas horas de distância Curitiba e Florianópolis.

É preciso caminhar pela Alameda Brustlein ao entardecer e conhecer os bastidores do Bolshoi para entender por que essa cidade catarinense reúne tantas histórias improváveis ​​em um mesmo endereço.