
O bateria semissólida desenvolvido por Grupo FAW atingiu a marca histórica de 1.000 km de autonomia em veículos de produção. O avanço utiliza manganês no cátodo para reduzir custos e aumentar a densidade energética em 2026.
O que torna a bateria semissólida superior às baterias atuais?
Esta tecnologia ocupa um espaço intermediário entre as células de lítio tradicionais e o estado sólido puro. Combina eletrólitos líquidos e sólidos para garantir uma estabilidade térmica muito superior, reduzindo drasticamente o risco de incêndio em colisões.
Além da segurança, o uso do manganês permite que a célula armazene mais energia sem depender de materiais caros como o níquel. De acordo com dados de Grupo FAWesta escolha técnica permite que o componente seja mais leve e eficiente que qualquer modelo anterior da marca.
Quais são as especificações técnicas da nova célula?
A densidade de energia alcançada pelo CANEB impressiona o mercado global, atingindo 500Wh/kg por célula. Esse valor é mais que o dobro do encontrado nas baterias de fosfato de ferro-lítio que equipam os veículos mais populares atualmente.
Veja os principais dados de desempenho confirmados:
- Capacidade total do pacote 142 kWh integrado ao chassi.
- Autonomia certificada superior a 1.000 km no ciclo CLTC.
- Aumento em 67% em capacidade de armazenamento em comparação com a geração anterior.
Como o manganês ajuda a reduzir o preço dos carros?
A substituição do níquel por manganês rico em lítio é a grande vantagem competitiva deste projeto. O manganês é um metal mais abundante e estável, o que permite criar um bateria semissólida com custos de fabricação significativamente mais baixos para as montadoras.
Essas economias são repassadas ao consumidor final, permitindo que os carros de longa autonomia deixem de ser exclusivos do segmento de luxo. A parceria com Universidade Nankai foi fundamental para estabilizar esta química e permitir que ela resistisse a ciclos de carregamento rápidos sem degradação acelerada.
Qual é o cronograma de lançamento para os consumidores?
Embora a integração em protótipos já tenha ocorrido em fevereiro de 2026, a produção em massa seguirá etapas rigorosas de validação. A expectativa é que os primeiros modelos de série a utilizar essa energia sejam da linha luxo Hong Qiconhecido por definir tendências em China.
Veja as previsões para os próximos anos:
Como a FAW se posiciona na corrida tecnológica global?
A conquista coloca a estatal chinesa à frente de gigantes que prometeram tecnologias semelhantes apenas para 2028. Ao entregar um veículo funcional com 500Wh/kga empresa demonstra que a transição para o estado sólido pode acontecer de forma híbrida e muito mais rápida do que o esperado.
A disputa agora se concentra na escala industrial e na durabilidade dessas células em climas extremos. Com a constante evolução dos materiais, é provável que o receio de ficar sem carga em viagens longas desapareça, consolidando o transporte eléctrico como a principal opção para o futuro da mobilidade sustentável.
