Ao entrar em uma concessionária, a maioria dos motoristas opta pelo seguro: tons neutros que “não cansam os olhos”. No entanto, o que parece ser uma escolha prudente pode ser um erro financeiro. O cor do carro Ela influencia diretamente na velocidade das vendas e, principalmente, em quanto dinheiro sobrará no seu bolso anos depois.
Qual cor mostra a maior desvalorização no Brasil?
Surpreendentemente, o cinza, uma das cores mais comuns nas ruas, apresenta a maior taxa de depreciação em categorias como SUVs e peruas. De acordo com pesquisas de OLX Automóveisesse tom pode registrar perdas próximas de 12% na revenda, superando a média de outras tonalidades populares.
Embora o preto e o branco sejam cores muito procuradas, a grande oferta destes veículos no mercado de usados aumenta a concorrência. Quando há muitos carros idênticos disponíveis, o preço tende a cair, pois o comprador pode comparar e negociar entre diversas opções semelhantes.
Por que as cores exóticas têm melhor valor de mercado?
A lógica do mercado de usados baseia-se na escassez. Cores como amarelo e laranja, embora sejam menos vendidas nas concessionárias, apresentam as menores taxas de depreciação. Isso porque quem procura um veículo nessas cores específicas está disposto a pagar o preço pedido, pois a oferta é muito rara.
No Brasil, o vermelho também se destaca. Com quase 6% da frota nacional, esta cor tende a desvalorizar menos que o prata ou o cinza. Ter um carro com cores vibrantes pode ser o diferencial para uma venda rápida e lucrativa, evitando o mar de cores neutras que satura as propagandas online.
Fatores que pesam mais do que pintar sobre a desvalorização
Apesar de importante, a cor do carro não é o único fator que define o valor do veículo. A força da marca e a procura pelo modelo específico costumam ter maior influência na manutenção do preço ao longo do tempo.
Confira os elementos que mais impactam no preço final:
- Marca e Modelo: Veículos com reputação de serem “inquebráveis” depreciam muito menos.
- Histórico de manutenção: Carimbos no manual valem mais que uma pintura impecável.
- Segmento: Atualmente, os SUVs mantêm seu valor melhor do que os grandes sedãs ou hatchbacks de luxo.
Abaixo, comparamos a intenção de pesquisa com a retenção de valor real:
Quais são suas dicas para não desperdiçar dinheiro na hora de trocar de veículo?
Se o seu foco é investimento, considere sair do cinza tradicional e avaliar o histórico de revenda da marca. Modelos como o Jipe Disputadorpor exemplo, registrou depreciação de apenas 3% em 2025, um número impressionante em comparação com a média do mercado de 7%.
Antes de fechar negócio pesquise a aceitação daquela cor específica na sua região. Em locais com muito sol, as cores escuras podem ser rejeitadas pelo aquecimento interno, enquanto no mercado corporativo o branco continua sendo o padrão. Equilibrar o seu gosto pessoal com as estatísticas de revenda é o segredo para cor do carro não se torne uma perda anunciada no futuro.

