Anvisa ordena recall de famoso azeite vendido em supermercados brasileiros

0
23
anvisa-ordena-recall-de-famoso-azeite-vendido-em-supermercados-brasileiros
Anvisa ordena recall de famoso azeite vendido em supermercados brasileiros

O Alerta Anvisa sobre fraude em azeite atenção renovada à qualidade dos azeites que chegam à mesa do consumidor brasileiro, após a apreensão e proibição de venda em todo o país de um lote de azeite proveniente de Marca Afonsocaso envolvendo suspeita de adulteração, falhas de rastreabilidade, riscos à saúde e descumprimento de regras tributárias e de rotulagem.

Por que o azeite da marca Afonso foi rejeitado pela Anvisa?

A rejeição do azeite Afonso deve-se ao resultado insatisfatório no índice de refração, que verifica a autenticidade dos óleos vegetais e possíveis misturas com azeites mais baratos. De acordo com o Resolução RE 1.359/2026o lote analisado não atendeu aos requisitos mínimos de autenticidade exigidos pela legislação brasileira para ser considerado azeite puro.

A adulteração é um problema econômico e pode causar reações alérgicas em pessoas sensíveis a determinados grãos. Além disso, viola o direito do consumidor à informação clara ao vender azeite composto como azeite virgem extra. Em situações como essa, o produto deixa de ser o verdadeiro azeite e passa a representar risco à saúde e deslealdade comercial.

Anvisa ordena recall de famoso azeite vendido em supermercados brasileiros
O produto falhou em um teste de autenticidade

Que irregularidades fiscais envolvem a importação do azeite Afonso?

O caso do azeite Afonso também inclui problemas fiscais, pois a empresa importadora, Cotinga Comercial de Alimentos Ltdaestá com CNPJ inelegível desde agosto de 2024, o que impede legalmente a importação regular, emissão de nota fiscal e comercialização formal de alimentos no país. O Vigilância Sanitária de Curitiba constatou que o estabelecimento não estava mais no endereço cadastrado, dificultando a localização dos responsáveis.

VEJA  TSE mantém mandato de Jorge Seif após rejeitar pedido de cassação e inelegibilidade

Esta situação afecta a rastreabilidade dos lotes distribuídos, dificulta a recolha de produtos e dificulta a responsabilidade por danos, uma vez que não existe um operador activo e identificado. A Vigilância Sanitária iniciou o fechamento da empresa no endereço oficial e notificou as autoridades sobre as graves irregularidades na importação.

Quais punições a Anvisa aplica em casos de azeite irregular?

A Anvisa poderá proibir a fabricação, importação, distribuição, comercialização e utilização de azeite em caso de fraude comprovada ou suspeita, como é o caso do azeite Afonso. As medidas visam impedir a circulação de óleo adulterado em supermercados, atacadistas, pequenos comércios e outros pontos de venda.

Além disso, as punições podem incluir multas, interdição de estoques, cancelamento de autorizações e, em casos mais graves, recomendação de abertura de inquérito policial contra os responsáveis, seguindo protocolos padronizados de vigilância sanitária:

  • Retirada imediata do produto nos pontos de venda;
  • Bloqueio de novos pedidos de importação do mesmo fornecedor;
  • Comunicação às vigilâncias sanitárias estaduais e municipais;
  • Registro do item na lista de produtos irregulares da Anvisa.
Anvisa ordena recall de famoso azeite vendido em supermercados brasileiros
Quem tem o produto não deve consumi-lo

Como podem os consumidores saber se o azeite é original?

Para identificar o azeite verdadeiro é fundamental observar atentamente o rótulo, verificando o país de origem, nome da empresa produtora, dados do importador e CNPJ, que deve estar ativo no site da empresa de azeite. Receita Federal. Desconfie de preços muito baixos, pois a produção de azeite virgem extra é cara, indicando possível adulteração.

VEJA  Nova ponte de R$ 1,5 milhão será construída em área rural do Noroeste do Paraná e promete melhorar a ligação entre estradas

Em caso de dúvida, o consumidor pode consultar o painel de produtos irregulares disponível no portal da Anvisa, que disponibiliza alertas atualizados sobre marcas e lotes com restrições. Ficar de olho nas notícias oficiais, verificar se o produto possui registro adequado e priorizar marcas com histórico confiável ajudam a reduzir o risco de compra de azeites falsificados ou de origem duvidosa.

O que fazer se tiver azeite Afonso em casa?

Quem tiver azeite Afonso em casa deve evitar utilizá-lo e procurar o local de compra para solicitar a devolução ou reembolso, de preferência com o cupom fiscal. Esta documentação facilita o exercício dos direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor e auxílio no registro de reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor.

Após a solicitação do reembolso, o produto deverá ser descartado em pontos de coleta de óleo de cozinha usado, evitando despejá-lo em pias ou ralos para não causar entupimentos e problemas ambientais. As embalagens vazias não devem ser reutilizadas, evitando que falsificadores utilizem garrafas legítimas para conter líquidos desconhecidos e enganem os consumidores.