O Caribe Amazônico foi eleito a praia de água doce mais bonita do Brasil pelo The Guardian

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O Caribe Amazônico foi eleito a praia de água doce mais bonita do Brasil pelo The Guardian

Nas margens do Rio Tapajósa cerca de 37 km de Santarém, Alter do Chãoapelidada de “Caribe Amazônico”, tem praias de areia branca que só aparecem na época da seca e um lago esmeralda que desaparece na enchente. A vila paraense transformou a Amazônia em destino de praia.

Por que chamam esta vila de Caribe Amazônico?

O apelido ganhou o mundo em 2009, quando o jornal britânico O Guardião elegeu Alter do Chão como uma das mais belas praias de água doce do planeta. O reconhecimento é explicado pela cor do Rio Tapajósum dos poucos grandes rios do Amazônia com águas límpidas que alternam entre o azul turquesa e o verde esmeralda.

A vila fica no distrito de Santarém, região oeste do Parae originalmente pertencia à missão indígena do Borari. Foi elevada à categoria de vila em 1758, durante a política pombalina.

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Alter do Chão é o refúgio amazônico perfeito para quem procura praias fluviais, pores do sol inesquecíveis e energia tranquila em meio à floresta. // Créditos: YouTube @maicoabreu

Quando você pode ver as praias aparecerem?

Entre agosto e janeiro, no chamado verão amazônico, o rio desce e revela extensas extensões de areia branca. É o período mais concorrido e também o mais movimentado. Entre Fevereiro e Julho, as praias desaparecem e dão lugar a outro tipo de passeio.

Durante a enchente, a principal atração é a Floresta Encantadatrecho alagado onde barcos cruzam entre copas de árvores submersas. O silêncio e o reflexo da luz na água criam a imagem que se tornou um símbolo da região.

A vila de Alter do Chão, no Pará, é um dos destinos mais surpreendentes da Amazônia, unindo praias de água doce a uma rica tradição cultural. O vídeo é do canal Rolo Famíliaa, com milhares de inscritos, e traz um guia completo:

Quais praias valem a pena visitar durante a estação seca?

A maioria exige passeios de barco ou caminhadas. Quem vai à vila costuma organizar passeios de meio dia ou dia inteiro partindo da orla marítima central.

  • Ilha do Amor: cartão postal da vila, é um istmo de areia branca em frente ao centro, acessível de canoa em poucos minutos.
  • Praia do Cajueiro: mais distante, acessível por trilha de 50 minutos ou de barco, menos movimentado.
  • Ponta do Cururu: trecho com vista aberta para o Tapajós, famoso pelo pôr do sol avermelhado sobre o rio.
  • Lago Verde: lagoa atrás da Ilha do Amor, ideal para canoagem tranquila e banho em águas esverdeadas.
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A montanha que oferece a melhor vista da região

A trilha é curta, com cerca de 110 metros de altura, mas íngreme. Leva você ao ponto mais alto das proximidades, com vista de 360 ​​graus do rio, lago e copa. floresta amazônica. Os melhores horários são o nascer e o pôr do sol.

Para quem quer mergulhar fundo na floresta, o Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós)gerenciado por Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)oferece trilhas guiadas entre árvores centenárias e visitas a comunidades ribeirinhas e indígenas.

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Alter do Chão é o refúgio amazônico perfeito para quem procura praias fluviais, pores do sol inesquecíveis e energia tranquila em meio à floresta. // Créditos: Wikipédia

A culinária paraense é uma das mais originais do país

A culinária utiliza ingredientes que só existem lá, desde peixes de rio até frutas amazônicas servidas em caipirinhas. Três pratos são marcas registradas.

  • Tacaca: caldo quente servido em cabaça, contém tucupi, fécula de mandioca, camarão seco e jambu, folha que anestesia a boca.
  • tambaqui assado: peixe de rio preparado inteiro na grelha, um dos carros-chefe dos restaurantes à beira-mar.
  • Pirarucu com casaco: prato tradicional com o maior peixe escamado da Amazônia, combinado com banana e farinha.

O Festival Sairé é destaque da cultura local

Em setembro, a vila recebe o Festival Sairémanifestação que mistura rito católico e tradição dos índios Borari. O festival é a maior expressão cultural do distrito e atrai visitantes de todo o país.

O som que agita as noites de Alter é o carimbodança de roda reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 2014. Nos finais de semana acontecem rodas espontâneas na praça central.

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Alter do Chão, em Santarém, se destaca nos rankings como “Caribe amazônico” e é uma das mais belas praias de água doce do mundo, atraindo turistas de todo o Brasil. // Créditos: Wikipédia

Qual a melhor época para visitar Alter do Chão?

A vila oferece dois destinos diferentes no mesmo ano. O verão amazônico traz praias, sol e movimento. O inverno amazônico traz a natureza submersa e o silêncio da floresta.

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🛶 Completo

Janeiro – abril

23-31°C

Temperatura

Com os rios altos, é um momento mágico para navegar canoagem pela Floresta Encantada entre as copas das árvores.

🌧️ Chuva alta

🌤️ Transição

Maio – julho

23-32°C

Temperatura

Equilíbrio ideal para explorar o Flona Tapajós e realizar trilhas intenso pela selva amazônica.

🌦️ Chuva média

🏖️ Seca

Agosto – outubro

24-34°C

Temperatura

Era das celebridades praias rio e experimentar a tradição de Festival Sairé em Alter do Chão.

☀️ Chuva fraca

☀️ Alta seca

Novembro – dezembro

24-33°C

Temperatura

Nível mínimo de água, perfeito para desfrutar do Ilha do Amor e suba para Serra da Piroca para uma vista panorâmica.

☀️ Chuva fraca

Temperaturas aproximadas com base em Clima. As condições podem variar.

Como chegar até a vila do Pará?

O acesso é feito através Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca de Santaréma 15 km do centro de Santarém. De Santarém a vila dista aproximadamente 37 km PA-457com ônibus frequentes durante todo o dia. Existem vôos diretos de Belém, Brasília e Manausde acordo com o Portal de Turismo de Santarém.

Descubra o pedaço do Caribe escondido na Amazônia

Alter do Chão prova que é possível descobrir a floresta sem abrir mão da areia branca. É um dos raros destinos brasileiros que muda completamente de aparência entre a seca e a enchente e recompensa quem retorna em épocas diferentes.

É preciso atravessar o canal de canoa até a Ilha do Amor ao entardecer e entender por que essa vila paraense se tornou o destino amazônico mais cobiçado do país.