
O Projeto de Lei 2.937/2020 propõe uma mudança significativa para a mobilidade da terceira idade no Brasil ao conceder Isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para maiores de 60 anos. A medida procura garantir maior autonomia aos idosos e, ao mesmo tempo, estimular a renovação da frota nacional e a economia do setor automóvel.
Quais são as regras para a isenção de IPI propostas no PL 2.937/2020?
A proposta estabelece critérios específicos para o benefício a ser concedido, visando o equilíbrio entre o incentivo e a receita tributária. De acordo com o substitutivo aprovado pelas comissões, os idosos teriam direito à isenção na aquisição de veículos de passeio de fabricação nacional, equipados com motores de até 2.000cm³ (2.0) e que possuam no mínimo quatro portas.
Além disso, o projeto prioriza tecnologias sustentáveis, abrangendo modelos movidos a combustíveis renováveis, sistemas flex, híbridos ou elétrica. O objetivo é alinhar a inclusão social prevista no Estatuto do Idoso às tendências mundiais de redução de emissões de poluentes, tornando os automóveis novos mais acessíveis a esse público.
Qual o valor máximo do automóvel para ter direito à isenção?
Um dos pontos mais discutidos na proposta é o limite de valor do veículo. Nas suas discussões mais recentes, o teto sugerido para compras isentas de IPI é R$ 70 mil. Este valor tem sido alvo de debate, pois o mercado automotivo tem apresentado aumentos consideráveis nos últimos anos, o que pode restringir as opções de modelos disponíveis nesta faixa de preço.
Confira os principais limites e restrições previstos na proposta:
- Freqüência: O benefício só poderá ser utilizado uma vez por cada 5 anos por idoso.
- Revenda: Caso o veículo seja vendido antes de 5 anos, o proprietário deverá pagar o IPI isento com multa e juros.
- Itens excluídos: A isenção não abrange acessórios opcionais que não sejam modelos padrão ou importados.
Qual é a situação atual da proposta em fevereiro de 2026?
Apesar do entusiasmo inicial, o PL 2.937/2020 está atualmente preso na Câmara dos Deputados. Em fevereiro de 2026, o status oficial da proposta é “Aguardando Nomeação de Relator” em Comissão de Finanças e Tributação (CFT). Não houve movimentos significativos desde o início da legislatura anterior, quando o relator original deixou a comissão.
Veja o histórico de andamento do projeto na tabela abaixo:
📑 Veja o histórico de andamento do projeto na tabela abaixo
Acompanhamento processual e situação atual das comissões
Órgão/comissão
Status/ação
Data
CIDIOSO
Aprovado com substituto
01/07/2021
TFC
Aguarda nomeação de novo relator
Fevereiro/2026
CCJ
Aguardando recebimento para análise jurídica
Pendente
!
O projeto permanece em análise legislativa. O processo pode ser acelerado caso haja um pedido urgente aprovado pelo plenário.
Como a isenção de IPI para idosos impacta a economia?
Especialistas do setor apontam que a aprovação dessa lei poderá gerar aumento direto nas vendas de veículos básicos e intermediários. Ao facilitar o acesso a carro novoo governo incentiva a indústria a manter empregos e investir em inovação. Além disso, a frota mais nova é geralmente mais segura, reduzindo os gastos públicos com acidentes de trânsito que envolvem falhas mecânicas em carros mais antigos.
Para os idosos, o benefício financeiro fica direto no bolso, reduzindo o custo final do bem em um percentual que varia de acordo com a cilindrada do motor e tipo de combustível. Que economia permite que os cidadãos invistam noutros cuidados, como a saúde e o bem-estar, mantendo por mais tempo a sua independência de movimentos.
O que é necessário para que o projeto vire lei e entre em vigor?
Para que os idosos finalmente possam usufruir do desconto, o projeto precisa ser aprovado pelo TFC e, posteriormente, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se ele passar por essas etapas de forma conclusiva, não precisará ir ao Plenário, indo direto ao Senado e depois para sanção do Presidência da República.
A população pode acompanhar os trâmites em tempo real pelo portal oficial da Câmara dos Deputados. É possível participar de pesquisas públicas e enviar sugestões aos deputados para agilizar a votação. Se sancionada, a duração prevista é de 5 anos, com início no ano fiscal seguinte à publicação oficial da lei.
