O avanço de fortes chuvas em Minas Geraisespecialmente em Zona Florestalaumentou o número de mortes e gerou alerta permanente entre as autoridades, com 55 mortes confirmadas na tarde desta quinta-feira (26/2), desaparecidos e milhares de moradores afetados pelas enchentesdeslizamentos de terra e fechamento de propriedades.
Qual o cenário atual de mortes e desaparecimentos em Minas Gerais?
Até esta tarde, o balanço oficial aponta para 55 pessoas mortas em consequência da chuva em MGalém de desaparecidos e milhares de moradores impactados por danos estruturais e interrupção de serviços básicos.
Em Juiz de Fora, município mais afetado, foram confirmadas 49 mortes, enquanto em Ubá outras seis pessoas perderam a vida, e as equipes de resgate continuam em busca de 13 desaparecidos, enfrentando dificuldades de acesso a bairros isolados.
Como está a situação nas regiões mais afetadas pelas chuvas em MG?
Os municípios de Juiz de Fora e Ubá concentram as ocorrências mais críticas, com deslizamentos de terra, desabamentos de prédios, quedas de árvores, alagamentos e fechamentos de ruas inteiras, pontes e imóveis residenciais.
Órgãos municipais, estaduais e federais trabalham de forma integrada para mapear áreas de risco, oferecer abrigo emergencial e restabelecer minimamente a rotina, num evento já considerado um dos mais graves dos últimos anos na região.
Quais áreas de Juiz de Fora correm maior risco?
Em Juiz de Fora, a Defesa Civil aponta vários pontos críticos, como a Rua Waldomiro Eloy do Amaral, no bairro Graminha, onde um deslizamento de terra levou ao interdição de bens e recomendação para evacuação imediata de toda a seção afetada.
Houve também queda de árvore na Rua Monsenhor Gustavo Freire, no bairro Dom Bosco, risco elétrico devido a cabo de alimentação quebrado na Rua Otávio Pereira Torres, no bairro Bonfim, e alagamentos na Avenida JK, zona norte da cidade. Veja os detalhes da situação no vídeo divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, via Instagram:
Quais são as principais recomendações de segurança?
Nó Jardim de Natalo desabamento de prédios da Rua Doutor Augusto Eckman levou ao evacuação completa nas ruas Doutor Augusto Eckman e Tenente Lucas Drumond, sendo os moradores encaminhados para a Escola Municipal Henrique José de Souza, transformada em ponto de acolhimento.
Antes do aumento no número de mortes e desaparecimentos por causa das chuvas em MGas autoridades reforçam orientações à população para reduzir riscos e evitar novos acidentes, com foco em áreas alagadas, encostas instáveis e estruturas comprometidas; Entre as principais recomendações estão:
- Não permanecer em locais com risco de deslizamentos ou imóveis com fissuras e sinais de instabilidade.
- Evite trafegar por ruas alagadas, a pé ou de carro, pela dificuldade de enxergar buracos, ralos abertos e obstáculos.
- Manter afastado de postes, fios quebrados, transformadores danificados e redes elétricas visíveis.
- Siga os avisos e orientações da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Prefeitura, ligando para 199 ou 193 em situações de emergência.
- Procure abrigo em locais oficialmente indicados quando houver ordem de evacuação ou risco iminente de desabamento.
Como as chuvas em MG impactaram o dia a dia da população?
Além de mortes e desaparecimentos, fortes chuvas em Minas Gerais provocaram encerramentos de ruas, cortes de energia, desalojamento e danos em propriedades, obrigando as famílias a abandonarem as suas casas às pressas e comprometendo o funcionamento de escolas, empresas e unidades de saúde.
Com o município de Juiz de Fora recebendo mais de quatro vezes a média histórica de chuvas de fevereiro, as equipes seguem em busca pelo terceiro dia consecutivo, enquanto o Exército Brasileiro reforça ações de resgate, contenção de danos e monitoramento de áreas de maior risco.

