A presença de um bolha de calor sobre o centro de Ámérica do Sul elevou as temperaturas a níveis extremos esta semana, com recordes de até 44ºC na Argentina e sensação térmica perto de 50ºCinfluenciando diretamente para o Norte argentino, Paraguai e pelo menos cinco estados brasileiros no Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Como a bolha de calor aumenta a temperatura na América do Sul?
O núcleo de bolha de calor É entre o norte da Argentina e o Paraguai, onde foram registradas as temperaturas mais altas deste episódio. Em Rivadavia, a máxima chegou a 44,0ºC, enquanto cidades como Presidencia Roque Saenz Peña (41,8ºC), Resistencia (41,3ºC) e Corrientes (41,1ºC) também ultrapassaram os 40ºC.
No Paraguai, dados da Diretoria de Meteorologia e Hidrologia indicavam 42ºC no interior e 41,4ºC no aeroporto de Assunção, refletindo a força da massa de ar quente. Esse calor avança em direção ao Brasil, influenciando principalmente o Centro-Sul, com temperaturas máximas próximas de 40ºC no Oeste e Noroeste do Rio Grande do Sul, e marcas acima de 37ºC em diversas cidades gaúchas.
Como os estados do Sul são impactados pela bolha de calor?
Entre quarta e quinta-feira, temperaturas acima de 35ºC tornaram-se comuns em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em algumas cidades, os termômetros atingiram as temperaturas mais altas de 2026 até agora, sob clima firme, poucas nuvens e ar seco, o que que elevou o índice de calor e a sensação de entupimento.
Em Santa Catarina, medições da Epagri/Ciram registraram 35,8ºC em Itapiranga, 34,9ºC em Caibi e 34,8ºC em Maravilha, enquanto no Nordeste catarinense José Boiteux atingiu 35ºC. No Paraná, o Simepar apontou as temperaturas mais altas do ano em locais como Londrina (35,1ºC) e Guaíra (37,8ºC), com risco de desconforto térmico, maior cansaço e sobrecarga nos sistemas de saúde locais. Veja a postagem compartilhada por Brasil meteorado:
🥵☀️ Bolha de calor sobre Argentina e Paraguai afetará o clima nos estados de MT e MS nos próximos dias.
🌡️ Altas temperaturas, variando entre 40ºC-42ºC no oeste do MS e 38ºC-39ºC no sul do MT.
🗺️ + mapas: https://t.co/qcoBdYuFMS pic.twitter.com/5IfSibouUU
— Meteored Brasil (@MeteoredBR) 18 de fevereiro de 2026
Quais estados do Brasil sentem mais o efeito da bolha de calor?
No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul está entre os estados mais impactados pela atual onda de calor. As estações do Inmet indicaram 38,7ºC em Porto Murtinho, 38,5ºC em Maracaju e 38,0ºC em Corumbá, enquanto Rio Brilhante, Água Clara e Amambaí registraram 37,6ºC, evidenciando a extensão do calor extremo.
No Sudeste, o interior paulista sente o avanço da bolha de calor, com Rancharia registrando 36,0ºC e novos picos são esperados no Oeste e Noroeste paulista. As áreas mais quentes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e interior paulista formam um corredor de altas temperaturas, com maior risco de desidratação, esgotamento térmico e aumento da demanda por energia elétrica.
Quais regiões brasileiras concentram o núcleo da bolha de calor?
Essas áreas mais quentes constituem o núcleo brasileiro da bolha de caloronde o calor persistente intensifica os impactos na saúde, na agricultura e nas infraestruturas urbanas. Abaixo estão os trechos com maior concentração de temperaturas extremas, que exigem atenção redobrada das autoridades e da população:
- Rio Grande do Sul: calor mais intenso no Oeste e Noroeste, próximo à fronteira com a Argentina;
- Santa Catarina: Oeste e parte do Nordeste catarinense com temperaturas máximas acima de 34ºC;
- Paraná: Regiões Oeste, Norte e Centro com valores entre 32ºC e quase 38ºC;
- Mato Grosso do Sul: Parte oeste e centro com marcas entre 37ºC e 39ºC;
- Interior de São Paulo: cidades do Oeste registrando até 36ºC.
Quando a bolha de calor deve perder força e como se proteger?
As projeções dos serviços meteorológicos indicam que a bolha de calor tende a perder força gradualmente entre o final da semana e o fim de semana. A partir de amanhã, a tendência é de queda nas temperaturas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e grande parte do Paraná, com entrada de ar mais ameno, mais nebulosidade e maior chance de chuva em algumas áreas.
Mesmo assim, o Noroeste e Norte do Paraná e grande parte do Mato Grosso do Sul devem continuar com máximas em torno ou acima de 35ºC, embora um pouco abaixo dos dias anteriores. Estudos associam as alterações climáticas ao aumento da intensidade e frequência das ondas de calor, o que torna essenciais medidas de adaptação, como hidratação regular, preferência por ambientes ventilados e atenção especial a crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes.

