Operação prende prefeito, primeira-dama e vereadores por suspeita de desvio de milhões

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Operação prende prefeito, primeira-dama e vereadores por suspeita de desvio de milhões

O caso envolvendo o prefeito, primeira-dama e vereadores de Turilândia (MA) colocou o município no centro de uma investigação sobre desvios milionários de recursos públicos. De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MPMA)a suspeita é que uma organização criminosa tenha atuado durante vários anos para desviar mais de R$ 56 milhões dos cofres municipais, por meio de contratos fraudulentos, empresas de fachada e utilização de laranjas, afetando diretamente políticas públicas essenciais entre 2021 e 2025.

Como foi a Operação Tântalo II em Turilândia?

Segundo informações do Metrópoles, o Operação Tântalo II Este é o principal resultado da investigação sobre o desvio de recursos públicos em Turilândia. De acordo com o MPMAo esquema teria gerado mais de R$ 56 milhões, utilizando empresas fictícias ou de fachada supostamente criadas ou controladas pelo prefeito e aliados, em continuidade com o que já havia sido apontado no primeiro fase de operaçãoem 2025.

Entre os investigados estão 20 vereadores, um ex-vereador, o atual vice-prefeito, o ex-vice-prefeito, servidores públicos, empresários e outros agentes políticos ligados à administração municipal. As investigações buscam esclarecer o papel de cada pessoa e o destino final dos valores, com análise de documentos, quebras de sigilo bancário e fiscal e audiências formais.

Quem são as principais pessoas investigadas e como tem evoluído a fase de detenções?

O prefeito de Turilândia, Paulo Curio (União Brasil), apresentou-se à polícia de São Luís na manhã desta quarta-feira (24/12) após permanecer dois dias foragido, o que permitiu o cumprimento de todos os mandados de prisão pendentes. A primeira-dama também se rendeu, Eva Curio; o ex-vice-prefeito Janaína Lima; o marido dela, Marlon Serrão; e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barrosidentificados como elementos-chave na operacionalização do regime.

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O promotor do Gaeco Fernando Berniz afirma que todos os vereadores teriam, em algum momento, sido beneficiados pelo esquema, recebendo recursos desviados diretamente ou por meio de familiares. Mesmo assim, nem todos foram submetidos à prisão preventiva, e alguns deles respondem a medidas cautelares alternativas, como monitoramento eletrônico e restrição de contato entre os investigados.

Como funcionou o esquema de contrato fraudulento?

As investigações indicam que a suposta organização criminosa era liderada por Paulo Curiocom participação ativa do vice-prefeito Tânia Mendes e o ex-vice-prefeito Janaína Lima. O principal mecanismo seria a celebração do contratos fraudulentos com empresas de fachada, utilizadas como laranjas para simular o fornecimento de produtos e serviços, garantindo a circulação dos recursos desviados em contas privadas.

Estas empresas, segundo o MPMA, serviam para emitir facturas e formalizar contratos com a Câmara Municipal, muitas vezes sem efectivamente prestar serviços. Dessa forma, elevados valores foram transferidos das contas públicas para os investigados, que, em tese, distribuíam os recursos entre os integrantes do grupo, por meio de mecanismos de pagamento. lavagem de dinheiro para dar aparência legal aos valores.

Quais empresas aparecem no centro da investigação?

O MPMA identificou diversas empresas que, em tese, teriam sido utilizadas para apoiar o fluxo financeiro do esquema e justificar despesas fictícias. Abaixo estão listadas as principais pessoas jurídicas citadas em decisões judiciais e relatórios do Gaeco, suspeitas de atuarem como fornecedores simulados do município.

  • Posto Turi
  • SP Freitas Júnior Ltda.
  • Luminer Serviços Ltda.
  • MR Costa Ltda.
  • AB Ferreira Ltda.
  • Climatech Refrigeração e Serviços Ltda.
  • JEC Empreendimentos
  • Potencial Empreendimentos e Cia Ltda.
  • WJ Barros Consultoria Contábil
  • Agromais Pecuária e Piscicultura Ltda.
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Quais crimes são investigados?

O Posto Turide propriedade de Marlon Zerrãotio da atual vice-prefeita Tânia Mendes, aparece como peça central na investigação, tendo recebido cerca de R$ 17.215.000,00 dos cofres de Turilândia. Além de supostamente fornecer combustível acima da média do município, a empresa é acusada de emitir notas fiscais falsas, viabilizando pagamentos de serviços não executados e transferências ilícitas vinculadas ao custeio de despesas pessoais, como faculdade de medicina.

O Ministério Público aponta indícios de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro, com possível perda de mandato, inelegibilidade, bloqueio e confisco de bens e obrigação de ressarcimento ao erário público. Em casos desta natureza, o Tribunal poderá também ordenar a suspensão de contratos, a proibição temporária de contratar com autoridades públicas e a adoção de medidas para recuperação de bens desviados.

Perguntas frequentes sobre

  • Que impactos o esquema poderia ter tido nos serviços públicos do município? O desvio milionário pode ter comprometido áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura, ao reduzir recursos disponíveis para políticas públicas entre 2021 e 2025.
  • O que acontece com os investigados após a fase de prisão? Continuam respondendo a processos criminais, que podem resultar em condenações, perda de mandato, inelegibilidade, congelamento de bens e obrigação de devolução de dinheiro aos cofres públicos.
  • Existe possibilidade de recuperação dos valores indevidamente apropriados? Sim. O Tribunal poderá ordenar o bloqueio, o confisco de bens e outras medidas para tentar recuperar parte ou a totalidade dos recursos desviados.