Na última terça-feira (11/12), Guilherme Derrite, deputado federal por São Pauloapresentado em Câmara dos Deputados uma nova versão do relatório sobre o Quadro Legal de Combate ao Crime Organizado. A proposta visa perturbar financeiramente o facções criminosas com penalidades mais severas, especialmente dirigidas aos dirigentes dessas organizações.
Como o uso de tecnologias se relaciona com organizações criminosas?
O relatório destaca que o uso de tecnologias modernas, como drones e equipamentos de contra-espionagem, em operações criminosas será punido com penas mais severas. Esta medida procura evitar que as facções continuem a melhorar as suas tácticas ilegais com recursos tecnológicos avançados.
Para isolar ainda mais os líderes e dificultar sua comunicação com membros fora dos presídios, será obrigatório que cumpram penas em presídios federais de segurança máxima. Estas mudanças visam fortalecer o aparato de segurança e o controle do Estado sobre as organizações criminosas.
Quais são os mecanismos de bloqueio de ativos abordados no novo relatório?
O relatório propõe mecanismos específicos para bloquear bens, empresas e ativos digitais ligados ao crime organizado. Esta estratégia não só enfraquece o poder económico destas facções, mas também garante que os recursos confiscados sejam atribuídos à luta contínua contra o crime.
Confira abaixo alguns dos principais pontos sobre o bloqueio de ativos previsto na proposta:
- Bloqueio imediato de contas bancárias e ativos digitais.
- Confisco de empresas e bens móveis ligados ao crime.
- Destinação de recursos aos fundos de segurança do Estado e à Funapol.
Como Derrite avalia o projeto?
De acordo com Derriteo objetivo é asfixiar financeiramente as organizações criminosas, cortando as suas principais fontes de rendimento. Isto poderia restabelecer a autoridade do Estado e recuperar o controlo das áreas mais vulneráveis às acções destas facções.
Ao dificultar o acesso a recursos ilegais, as facções perdem a capacidade de operar, influenciando diretamente a estrutura destas organizações e o seu poder de financiar novos crimes. Em suas redes sociais, Derrite analisou a importância do projeto:
O meu único interesse é melhorar a vida daqueles que sofrem nas mãos do crime organizado.
Você pode dar o nome que quiser: com o projeto vamos TRATAR a facção como terrorista, com toda a mão pesada do Estado. pic.twitter.com/wGzfM2VpZj
— Guilherme Derrite (@DerriteSP) 12 de novembro de 2025
- Como o novo relatório impacta os procedimentos legais? O novo relatório sugere mudanças significativas no tratamento jurídico do crime organizado, classificando-o como hediondo e introduzindo penas severas, o que impacta diretamente os processos judiciais ao limitar as possibilidades de defesa como a anistia e o perdão.
- Quais são as implicações financeiras para o crime organizado? O relatório visa bloquear ativos e ativos digitais associados ao crime organizado, o que enfraquece a sua capacidade financeira e reduz a sua influência económica.
- Quais os novos desafios para a segurança pública com essas mudanças? Embora o relatório proponha medidas mais rigorosas contra o crime, os desafios incluem garantir a implementação eficaz destas leis e garantir que os fundos confiscados sejam utilizados de forma transparente e eficiente.

