Cruzeiro LGBTQIA+ é proibido por dois países em sequência e motivo gera repercussão

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Cruzeiro LGBTQIA+ é proibido por dois países em sequência e motivo gera repercussão

Um cruzeiro voltado ao público LGBTQ+ foi impedido de atracar no Egito nesta quinta-feira (9), poucos dias depois de também ter sido bloqueado pelas autoridades turcas. O navio Dama Escarlateda Virgin Voyages, transporta cerca de 2 mil passageiros e teve que mudar novamente de itinerário.

A embarcação faria escala em Alexandria, no Egito, destino incluído justamente após a recusa de Türkiye em receber o navio. Porém, segundo a Atlantis Events, empresa responsável pela viagem, a autorização de desembarque foi cancelada poucas horas antes da chegada ao porto, sem apresentação de justificação oficial.

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A organizadora classificou a decisão como inédita e destacou que realizou o mesmo roteiro no ano passado sem enfrentar nenhuma restrição.

Türkiye também recusou a escala

O cruzeiro partiu de Atenas, na Grécia, no dia 5, com destino final a Veneza, na Itália. Antes da recusa do Egipto, a Turquia já tinha proibido paragens nas cidades de Kusadasi e Istambul.

As autoridades turcas justificaram a decisão afirmando que os passageiros pertenciam a grupos cujo comportamento não estaria de acordo com os “valores morais” do país.

Após as recusas, a Virgin Voyages informou que o navio seguirá viagem até Kotor, em Montenegro.

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Cerca de 2 mil passageiros estão a bordo

Entre os cerca de 2.000 passageiros, cerca de 1.100 são americanos. O cruzeiro também reúne turistas do Reino Unido, Canadá e Austrália.

Embora a homossexualidade não seja considerada crime nem no Egito nem na Turquia, as organizações de direitos humanos apontam que a população LGBTQ+ enfrenta restrições, discriminação e forte estigma social em ambos os países.