O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou um novo mapa-múndi invertido que coloca o Brasil no centro e o Sul no topo, parte de uma série especial que comemora os 90 anos do órgão.
Qual é o novo mapa mundial invertido do IBGE?
O novo mapa mundial apresentado por IBGE Faz parte da série “Riqueza de Espécies 2025” e traz uma proposta visual diferente da cartografia tradicional. Nele, o Brasil ocupa o centro do mundo e o A orientação Norte-Sul é invertida.
A iniciativa dá continuidade às versões anteriores lançadas desde 2024, quando o instituto já havia apresentado mapas com o país centrado e outras interpretações visuais alternativas do planeta.
Por que o Brasil aparece no centro do mapa?
A escolha de colocar o Brasil no centro da representação global Faz parte de uma proposta simbólica e institucional do IBGE, que busca reposicionar o país no debate geopolítico contemporâneo.
Segundo a organização, a inversão da orientação tradicional não é apenas estética, mas também uma forma de provocar a reflexão sobre a forma como o mundo é representado. Entre os principais pontos defendidos pela iniciativa estão:
- Releitura de cartografia eurocêntrica tradicional
- Avaliação de Sul Global no cenário internacional
- Destacando o papel do Brasil nas questões globais
- Incentivo a novas interpretações do espaço geográfico
Como o mapa trata a biodiversidade global?
Além da inversão cartográfica, o mapa “Riqueza de Espécies 2025” tem uma forte componente ambiental, destacando dados sobre a biodiversidade global. O material foi divulgado em referência ao Dia Internacional da Diversidade Biológica e utiliza indicadores científicos para representar a distribuição das espécies no planeta.
Entre os elementos apresentados estão informações detalhadas sobre diferentes grupos biológicos, tais como:
- Anfíbios
- Pássaros
- Mamíferos
- Répteis
- Crustáceos
- Peixe de água doce
Qual a visão do IBGE sobre o novo mapa?
Segundo o presidente da IBGEMárcio Pochmann, o novo mapa tem caráter educativo e simbólico, pois propõe uma leitura alternativa do mundo. Ele afirma que a iniciativa busca romper com visões tradicionais e reposicionar o debate sobre o papel do Sul Global na economia, na biodiversidade e na geopolítica.
O instituto destaca que a proposta não pretende substituir os mapas convencionais, mas sim estimular a reflexão crítica sobre as diferentes formas de representar o planeta.
Que críticas foram feitas à série de mapas do IBGE?
A série de mapas invertidos também gerou questionamentos internos ao próprio instituto, principalmente de funcionários e entidades representativas.
As críticas apontam para preocupações com a credibilidade técnica da proposta e possíveis impactos na imagem institucional da instituição. Entre as principais denúncias levantadas estão:
- Suposto distorção da realidade cartográfica
- Falta de alinhamento com convenções internacionais
- Caráter interpretativo considerado excessivamente simbólico
- Perguntas sobre o uso político da representação
Qual é o impacto simbólico e político do novo mapa?
O lançamento do mapa reforça a estratégia do IBGE de reunir ciência, educação e leitura geopolítica em uma mesma peça visual. Ao reposicionar o Brasil e inverter o eixo tradicional, o instituto busca estimular discussões sobre poder globalidentidade territorial e novas narrativas internacionais.
A proposta também se conecta a uma agenda mais ampla de valorização do Sul Globaltema recorrente nos debates contemporâneos sobre economia, biodiversidade e desenvolvimento.

