O ministro André Mendonçade STFreafirmou a decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente do BRB em meio à investigação de um suposto esquema de suborno multimilionário.
O que André Mendonça decidiu sobre a prisão preventiva do ex-presidente do BRB?
O ministro André Mendonça confirmou nesta quarta-feira (22/4) sua decisão que autoriza a prisão preventiva de Paulo Henrique Costaex-presidente do Banco de Brasília. O caso envolve suspeitas de negociação de valores milionários em propina.
A decisão foi reafirmada no escopo de análise da 2ª Turma do STFonde o relator manteve o entendimento apresentado anteriormente. O caso permanece em julgamento colegiado.
Como fica o placar no julgamento da 2ª Turma do STF?
Até agora, a pontuação é 2 a 0 a favor da manutenção da decisão de Mendonça. O ministro Luiz Fux seguiu integralmente o relator.
Os ministros ainda precisam votar Gilmar Mendes e Nunes Marquesenquanto Dias Toffoli declarou suspeita e não participa da análise do caso. O julgamento continua em andamento.
Quais são as suspeitas envolvendo o ex-presidente do BRB?
A investigação aponta que o ex-presidente do BRB e o advogado Daniel Monteiro teria negociado sobre R$ 146 milhões em propinafazendo parte dos valores efetivamente pagos conforme a Polícia Federal.
Segundo os investigadores, os pagamentos estariam associados a imóveis de alto padrão utilizados como forma de repasse de vantagens indevidas. Entre os ativos mencionados estão:
- Herança
- Arbóreo
- Um sessenta
- Casa Lafer
- Ennius Muniz
- Vale dos Ipês
Como será a 4ª fase da Operação Compliance Zero?
A prisão preventiva foi autorizada no âmbito do 4ª fase da Operação Compliance Zerorealizada com base em evidências de irregularidades financeiras envolvendo o banco e agentes privados.
Segundo a investigação, parte das transações teria sido interrompida após vazamentos sobre uma investigação confidencial do Ministério Público Federal iniciada em abril de 2025. A Polícia Federal afirma que a revelação da investigação teria levado à suspensão de pagamentos e mudanças na estrutura de negociações suspeitas.
Como teria funcionado o esquema investigado pela Polícia Federal?
As constatações indicam que, ao tomar conhecimento das investigações, o empresário Daniel Vorcaro teria ordenado o bloqueio de pagamentos e a paralisação dos registros de transações.
A PF aponta ainda que documentos sigilosos teriam sido repassados aos envolvidos antes da formalização de algumas operações, o que teria comprometido a continuidade do suposto esquema:
- Interrupção de pagamento após vazamento de investigação
- Ordem para “parar tudo” nas negociações
- Uso de intermediários para mover informações confidenciais
- Possível antecipação dos dados da investigação antes da notificação oficial
O que diz o voto de André Mendonça no STF?
Na votação, o ministro André Mendonça reiterou as razões já apresentadas na decisão inicial, destacando a consistência das provas recolhidas até agora.
Afirmou que o conjunto de informações indica grande probabilidade de os investigados terem conhecimento prévio da investigação, reforçando a necessidade de manutenção da medida cautelar. O ministro concluiu defendendo a referendo sobre a decisão da prisão preventivamantendo o entendimento anteriormente adotado no processo.

