A defesa de ex-assessor de Jair Bolsonaro Filipe Martins ativou o Supremo Tribunal Federal alegando risco de morte após decisão que determinou sua transferência para unidade prisional de interior do Paraná.
Os advogados afirmam que existe um risco concreto para a vida de Filipe Martins se ficar no Presídio Público de Ponta Grossa. De acordo com a petição, o ambiente prisional é hostil e tem havido ameaças recorrentes.
A defesa afirma que exposição política do ex-assessor aumenta sua vulnerabilidade entre outros presos. Para os advogados, mantê-lo na unidade representa um cenário de alto risco.
Por que a transferência preocupa a defesa?
De acordo com o pedido enviado ao STFMartins já enfrentou situações de hostilidade dentro do sistema prisional. Os relatos indicam episódios de intimidação e tensão constante.
Além disso, os advogados argumentam que a mudança ignora critérios de segurança adotados anteriormente, que levavam o preso para uma unidade considerada mais controlada e segura.
Quais são os problemas do presídio de Ponta Grossa?
Documentos anexados ao processo indicam que a unidade opera com superlotação significativao que dificulta o controle interno e aumenta o risco de conflitos entre presos.
A própria administração penitenciária reconheceu limitações na detenção de presos com alta visibilidade públicacomo é o caso de Martins, o que reforça os argumentos da defesa.
Quais são os principais riscos destacados na solicitação?
Antes de elencar os pontos críticos, a defesa detalha fatores que tornam a permanência do ex-assessor mais perigosa no atual cenário carcerário:
- Ameaças diretas feito por outros presos
- Superlotação da unidade prisional
- Histórico de instabilidade e risco de rebeliões
- Dificuldade no monitoramento contínuo
- Alta exposição política do presoaumentando sua vulnerabilidade
Esses elementos, segundo os advogados, criam um ambiente incompatível com a segurança mínima necessária.
Como a decisão de Alexandre de Moraes mantém a transferência?
A decisão de retornar à unidade de Ponta Grossa partiu do ministro Alexandre de Moraes, que considerou irregular a transferência anterior.
O magistrado solicitou ainda explicações formais à Polícia Judiciária relativamente à movimentação do recluso, destacando a necessidade de seguir os procedimentos legais definidos pelo Tribunal.
Qual a análise da defesa de Filipe Martins?
Os advogados reforçam que manter Martins em uma unidade mais segura não representa um benefício indevido, mas sim um medida essencial para preservar sua integridade física.
Preso preventivamente desde janeiro de 2026 e condenado a mais de 20 anos, o ex-assessor ainda aguarda análise de recursos, enquanto a defesa tenta garantir sua segurança durante o processo.

