Empresas ligadas a Daniel Vorcaro e seu parente registram pelo menos 11 voos para ministros do STF

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Empresas ligadas a Daniel Vorcaro e seu parente registram pelo menos 11 voos para ministros do STF

empresas Vorcaro e um parente realizou pelo menos 11 voos com ministros do STFsegundo dados de CPI do Crime Organizadolevantando questões sobre o uso de táxi aéreo por magistrados do Tribunal.

O que voos de empresas ligadas ao Vorcaro revelam aos ministros do STF?

Documentos enviados para CPI do Crime Organizado destacam que as empresas associadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zetel realizado pelo menos 11 voos com ministros de Supremo Tribunal Federal (STF) e familiares. As operações teriam sido realizadas através da Prime You e FSW PSE.

Segundo os registros, os passageiros incluiriam ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marquesviajando entre Brasília e São Paulo, além de outros destinos. As empresas negam ligação direta com a atividade institucional dos juízes. As informações são de Estadão.

Como os dados da CPI do Crime Organizado identificaram as viagens?

A investigação cruzou informações de entrada do terminal executivo do Aeroporto de Brasília com registros de movimentação de aeronaves das empresas envolvidas. A investigação, revelada por Estadãopermitiu reconstruir parte dos deslocamentos.

Os dados indicam que os ministros embarcaram em voos próximos aos horários de decolagem das aeronaves privadas. Em alguns casos, a coincidência temporal reforçou a análise da comissão parlamentar. Entre os principais elementos utilizados na investigação estão:

  • Registros de entrada no terminal executivo de Brasília
  • Histórico de voo das aeronaves Prime You e FSW PSE
  • Planilhas entregues em CPI do Crime Organizado
  • Cruzamento de horários de embarque e decolagem
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Quantas viagens Alexandre de Moraes fez em aviões particulares?

Segundo os autos apresentados à CPI, o ministro Alexandre de Moraes foi o que mais utilizou voos investigados, com pelo menos oito viagens realizado com sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.

Em diferentes ocasiões, as viagens ocorreram com apenas alguns minutos de intervalo entre a chegada do ministro ao aeroporto e a decolagem da aeronave. Um dos voos mencionados ocorreu em 7 de agosto de 2025logo após a sessão no STF. Outros episódios também foram destacados, como:

  • No dia 16 de maio, embarque às 9h e decolagem do PR-SAD sete minutos depois
  • No dia 1º de agosto, embarque às 12h40 e voo às 12h44 para Congonhas
  • Uso recorrente da rota Brasília–São Paulo
  • Presença frequente da esposa e da equipe de segurança

O que se sabe sobre os voos de Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques?

O ministro Dias Toffoli também consta dos registros da CPI, com pelo menos dois voos operados em aeronaves vinculadas à Prime You. Em um dos casos, ele entrou no terminal às 10h e embarcou cerca de dez minutos depois com destino ao Marília (SP).

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O ministro Kássio Nunes Marques confirmou participação em um dos voos investigados. Ele afirmou que a viagem teria sido paga por um advogado vinculado ao Banco Masternegando qualquer relação direta com os referidos empresários. Ambos os ministros não comentaram detalhadamente os demais deslocamentos mencionados nos documentos da comissão parlamentar.

Que explicações foram apresentadas por ministros e empresas?

As versões apresentadas variam entre os envolvidos. O ministro Alexandre de Moraes declarou que utiliza diferentes empresas de táxi aéreo e negou qualquer ligação com Daniel Vorcaro ou com as empresas investigadas.

O escritório do advogado Viviane Barci de Moraes afirmou que contrata regularmente serviços de táxi aéreo e que os pagamentos são efetuados dentro de acordos contratuais, incluindo compensações financeiras. As empresas citadas e investigadas, por sua vez, sustentam que os serviços seguem procedimentos legais e que não há relação institucional entre voos e decisões judiciais.