Quem mora no imóvel há anos pode regularizar a propriedade sem recorrer à Justiça, desde que essas regras sejam seguidas.

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Quem mora no imóvel há anos pode regularizar a propriedade sem recorrer à Justiça, desde que essas regras sejam seguidas.

Quem mora há anos em um imóvel sem escritura pode formalizar a propriedade por meio do usucapião extrajudicial. Este procedimento, previsto no Artigo 216.º-A da Lei dos Registos Públicospermite que a regularização ocorra diretamente no Cartório de Registro de Imóveiseliminando a necessidade de enfrentar anos de espera num processo legal comum.

Quais os prazos e tipos de usucapião disponíveis?

O prazo de posse necessário para solicitar a regularização varia de acordo com a situação do imóvel e a forma como o morador ocupa o local. É essencial que a propriedade seja gentil, pacífico e ininterruptoisto é, sem que ninguém tenha reivindicado formalmente o imóvel durante todo o período exigido pela legislação brasileira em 2026 para garantir o direito de propriedade.

Existem modalidades específicas como Extraordinárioque exige 15 anos de moradia, e o Ordinárioque reduz o prazo para 10 anos caso o morador tenha contrato de compra e venda. Para famílias de baixa renda em áreas urbanas de até 250m², o período pode ser apenas 5 anosfacilitando o acesso à escritura definitiva para quem utiliza o bem como casa própria.

Compra de imóvel - Créditos: depositphotos.com/stasique
Negociação de um novo imóvel – Créditos: depositphotos.com/stasique

Quais são os principais requisitos e categorias?

A escolha da categoria correta de usucapião define a celeridade do processo e os documentos secundários necessários. Em 2026, os cartórios seguem critérios rígidos para tamanho e localização classificar o pedido na modalidade que oferece menor custo tributário para o cidadão.

Confira as diferenças entre os modelos mais comuns utilizados em cartórios:

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🏠 Diferenças entre modelos de usucapião

Comparativo de prazos e requisitos para regularização em cartório

Tipo de usucapião

Prazo mínimo

Requisito principal

Extraordinário

15 anos

Não depende de título ou boa fé.

Ordinário

10 anos

Requer “título justo” (contrato) e boa fé.

Especial urbano

5 anos

Propriedade até 250m² e para habitação própria.

Especial rural

5 anos

Área produtiva até 50 hectares.

📝

Dica técnica: A via extrajudicial (em cartório) é significativamente mais rápida que a via judicial, desde que não haja conflito entre os interessados.

Como comprovar a propriedade por meio de documentos?

Para ter sucesso no pedido, o morador deverá apresentar provas concretas de que mora ou utiliza o terreno como se fosse o legítimo proprietário. Além de documentos pessoais, como RG e CPFo cartório exige um ata notarial lavrado em cartório, onde o notário atesta o momento da posse e a veracidade dos fatos narrados.

Uma linha curta conecta os documentos essenciais para comprovar seu direito ao oficial:

  • Contas de consumo antigos, como luz, água e internet em nome do morador.
  • Recibos de IPTU pagamentos ou declarações de Imposto de Renda.
  • Plano e memorial descritivo assinado por um engenheiro com o devido ARTE.
  • Certificados negativos autoridades judiciais e fiscais na localização do imóvel.
Créditos: depositphotos.com/sinenkiy
Chaves de um imóvel – Créditos: depositphotos.com/sinenkiy

Como funciona o passo a passo no cartório de imóveis?

O processo começa necessariamente com a contratação de um advogado imobiliárioque elaborará o pedido fundamentado. Depois de protocolar o pedido junto ao Registro de Propriedadeo policial analisará os documentos e notificará os vizinhos (confrontadores) e os ex-proprietários que constam na matrícula para que possam comentar.

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Se ninguém registrar uma disputa em 15 dias após a notificação ou publicação do edital, o funcionário poderá proceder à registro de propriedade. Havendo alguma objeção grave, o procedimento é interrompido e o processo deve ser remetido para decisão a um juiz de direito na esfera judicial comum, o que pode prolongar o tempo de espera.

Qual o custo aproximado para regularizar em 2026?

O valor total do investimento para legalizar o imóvel costuma variar entre 10% e 30% o valor de mercado do ativo. Estes custos incluem honorários notariais (atas notariais e registo), os honorários do engenheiro para mapear a área e as taxas para o advogadoque seguem a tabela em OAB estado em vigor no ano de 2026.

Em cidades como Florianópolis, Maricá e em vários municípios Goiásos cartórios têm registrado recordes de agilidade, resolvendo os casos em apenas alguns meses. A despesa média em certificados e as taxas administrativas são geralmente mais altas do que R$ 2.000mas o valor é compensado por valorização imobiliária impacto imediato que o registro oficial traz ao patrimônio da família.