Ir ao supermercado costuma ser visto como uma tarefa simples, mas para muitas pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida na Bahia esse trajeto ainda envolve barreiras. Para enfrentar esse cenário, o Lei 14.771/2024que redefine os padrões de acessibilidade em supermercados e exige que as lojas estruturem atendimento específico para esse público, com suporte organizado, funcionários treinados e procedimentos definidos.
O que muda com a lei de acessibilidade nos supermercados baianos?
O lei de acessibilidade em supermercados determina que cada loja mantenha uma equipe treinada para atender pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O objetivo é garantir um apoio contínuo, respeitoso e formal, substituindo a dependência de favores ocasionais por um atendimento estruturado e permanente.
Cada supermercado deve contar com pelo menos dez funcionários treinados para esse tipo de serviço, com conhecimento de como oferecer ajuda sem invadir a privacidade e preservando a autonomia do cliente. Pelo menos um destes colaboradores deverá estar disponível e claramente identificado durante todo o horário de funcionamento.

Quais são as principais responsabilidades dos funcionários treinados?
Os trabalhadores alocados no serviço acessível têm o papel de apoiar os consumidores nas diferentes fases da experiência de compra. O trabalho inclui tanto o atendimento direto na loja quanto a interação respeitosa com pessoas com diferentes tipos de deficiência, evitando constrangimentos.
Dentre as tarefas mais comuns que podem ser solicitadas por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, destacam-se:
| 📌 Tipo de auxílio | 📝 Descrição |
|---|---|
| Localização do produto | Suporte para localização de itens em prateleiras e setores específicos. |
| Gama de produtos | Ajuda na retirada de produtos em prateleiras altas ou de difícil acesso. |
| Lendo informações | Leitura de rótulos, promoções, preços, peso e prazos de validade. |
| Organização de compras | Auxilia na organização dos itens no carrinho ou cesta quando solicitado. |
| Acompanhamento até o caixa | Suporte durante viagens e checkout. |
Como o consumidor identifica e ativa o atendimento acessível no supermercado?
Para que o acessibilidade em supermercados Para ser eficaz, a lei exige não apenas funcionários treinados, mas também uma comunicação clara sobre o serviço. As lojas deverão instalar sinalização e avisos em pontos estratégicos, informando o direito ao atendimento especializado e indicando onde esse suporte pode ser solicitado.
Na prática, o fluxo de atendimento costuma seguir passos simples: o consumidor vai até o balcão ou setor sinalizado, um funcionário treinado é enviado para acompanhar a pessoa e oferece assistência durante o trajeto pela loja.
Caso o atendimento seja inexistente, negado ou insuficiente, o cliente pode registrar reclamação junto à administração, canais de rede ou órgãos de defesa do consumidor.
A que tipos de supermercados se aplica a lei de acessibilidade?
O lei de acessibilidade nos supermercados baianos Isso se aplica a empresas de todos os portes que operam formalmente como supermercados no estado. Não há diferenciação por faturamento, tamanho de loja ou localização, abrangendo unidades de bairro, redes regionais e grandes grupos nacionais.
Esses estabelecimentos deverão manter dez funcionários capacitados por unidade, garantir pelo menos um profissional capacitado em cada turno, sinalizar o direito ao atendimento e colaborar com a fiscalização. A padronização busca evitar que a acessibilidade fique restrita aos grandes centros urbanos ou às lojas com maior poder de investimento.
A lei trata apenas do atendimento ao cliente ou também da estrutura física das lojas?
Embora o texto da lei se concentre no apoio prestado aos trabalhadores, a discussão sobre acessibilidade em supermercados Envolve também a adaptação do espaço físico. As lojas precisam obedecer a padrões arquitetônicos já consolidados, criando percursos com barreiras mínimas para uma circulação segura e autônoma.
Entre as adaptações mais comuns estão entradas com rampas e corrimãos quando há desnível, corredores com largura adequada para cadeiras de rodas, sinalização visual e tátil em pontos críticos, banheiros acessíveis e organização de gôndolas sem obstáculos.
Nas fiscalizações é avaliado o conjunto de pessoal treinado, comunicação e estrutura física, o que pode gerar prazos de cumprimento e penalidades em caso de descumprimento.
Quais impactos a nova legislação traz para o setor supermercadista baiano?
A implementação de lei de acessibilidade em supermercados provoca importantes mudanças operacionais nas empresas. É preciso investir na formação de pelo menos dez funcionários por unidade, rever horários de trabalho, ajustar processos internos e, em alguns casos, realizar contratações ou consultorias especializadas.
Ao mesmo tempo, a legislação amplia o acesso das pessoas com deficiência ao consumo diário, fortalece o vínculo entre os supermercados e a comunidade local e incentiva ambientes de trabalho mais diversificados.
As lojas que atendem aos requisitos tendem a se tornar mais acolhedoras e competitivas, incorporando à sua rotina a perspectiva da inclusão e do atendimento acessível de forma estruturada.

