Com a nova lei, imóveis sem escritura poderão ser regularizados sem processo judicial, no prazo de 12 meses e com custos a partir de R$ 9.

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Com a nova lei, imóveis sem escritura poderão ser regularizados sem processo judicial, no prazo de 12 meses e com custos a partir de R$ 9.

A reforma do Código Civil de 2025 trouxe mudanças significativas que facilitam a vida de quem possui imóveis sem escritura no Brasil. Por meio da usucapião extrajudicial, agora é possível obter o registro definitivo diretamente no cartório no prazo que varia de 6 a 12 meses. Essa modalidade elimina a morosidade dos processos judiciais e utiliza o silêncio dos envolvidos como acordo para agilizar a documentação.

Como funciona o processo de usucapião extrajudicial em cartório?

O processo ocorre administrativamente entre o Cartório Notarial e o Registro de Imóveis. O principal objetivo é comprovar a posse mansa e pacífica por períodos que variam de 5 a 15 anos, dependendo da modalidade escolhida. A nova regra desburocratiza, permitindo que o registrador conclua a análise em apenas 10 dias úteis após as notificações.

Na Bahia, o procedimento exige a presença de advogado e a apresentação de ato notarial que comprove o momento da posse. Se não houver oposição fundamentada no prazo de 15 dias úteis após a notificação dos vizinhos, o registo é averbado e o imóvel é formalizado. Isto garante que as antigas profissões ganhem rapidamente segurança jurídica.

Imóvel - Créditos: depositphotos.com/baranq
Entenda as novas regras do mercado imobiliário – Créditos: depositphotos.com/baranq

Quais os custos médios para regularizar um imóvel na Bahia em 2026?

Os custos para regularizar um imóvel via cartório variam de acordo com o valor de mercado do bem, seguindo a Tabela de Custos TJBA 2026. Para um imóvel avaliado entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, o investimento total costuma ficar entre R$ 9.500 e R$ 20 mil. Este valor inclui honorários notariais, impostos e serviços técnicos profissionais.

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Custos de Regularização 2026

Investimento em Escritura e Registro

Fase 1: Prova de Posse

Ata Notarial

Registrado formalmente em Cartório Notarial.

Fase 2: Procedimento

Processamento e Notificações

Taxas diretas de Registro de Propriedade.

Fase 3: Técnica

Planta e Memorial (CREA)

Medição e individualização técnica do imóvel.

Fase 4: Finalização

Inscrição Final e Inscrição

Emissão de título definitivo de propriedade.

📊 Perceber: Os valores são estimativas baseadas na média nacional e podem variar dependendo do valor de mercado do imóvel.

Quais documentos devem constar no checklist do cartório?

A montagem do dossiê é a etapa mais crítica, pois a falta de documentos pode paralisar o processo administrativo. Além do requerimento assinado por advogado, é necessária a apresentação da planta topográfica com averbação de responsabilidade técnica (ART/CREA). As certidões negativas de ações cíveis e tributárias são obrigatórias para comprovar que a posse não é contestada.

Comprovantes antigos de titularidade, como contas de serviços públicos ou boletos de IPTU pagos, servem como comprovação material do período de ocupação. Declarações de testemunhas e fotos do imóvel também auxiliam o oficial na análise da ata notarial. Ter toda a documentação organizada agiliza o endosso final e a emissão da nova placa de matrícula.

Créditos: depositphotos.com/sinenkiy
Chaves de um imóvel – Créditos: depositphotos.com/sinenkiy

Quais as principais modalidades de usucapião previstas na nova lei?

A legislação brasileira prevê diferentes modalidades, cada uma com requisitos de tempo e condições de uso do solo específicos. A escolha da categoria correta impacta diretamente na quantidade de documentos exigidos e no tempo de posse necessário para registro. Entenda as categorias mais comuns aplicadas no cotidiano imobiliário:

  • Usucapião Familiar (5 anos): destinado à habitação exclusiva em áreas urbanas de até 250m², caso o requerente não possua outro imóvel.
  • Usucapião Ordinário (10 anos): exige o chamado “título justo”, como um contrato informal de compra e venda, e boa-fé por parte do ocupante.
  • Usucapião Extraordinário (15 anos): independe de título ou boa-fé, basta a posse ininterrupta e mansa durante todo o período.
  • Especial Rural (5 anos): aplicado em áreas de até 50 hectares, onde o proprietário reside e torna a terra produtiva com seu trabalho.
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Quais os benefícios de ter o imóvel devidamente registrado?

Regularizar um imóvel valoriza significativamente o patrimônio, facilitando a venda através de financiamento bancário. Um imóvel com matrícula própria pode ser usado como garantia para empréstimos e simplifica os processos de inventário familiar. Além disso, o registro garante total segurança jurídica contra tentativas de reintegração de posse do imóvel.

Em 2026, com a digitalização do sistema cadastral da Bahia, o monitoramento tornou-se mais transparente. Sair da informalidade é a melhor forma de proteger o investimento vitalício. Consultar um especialista e reunir os documentos é o primeiro passo para transformar a propriedade em imóvel real.