Especialistas alertam sobre quadro que afetou Bolsonaro e casos da doença no Brasil crescem

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Especialistas alertam sobre quadro que afetou Bolsonaro e casos da doença no Brasil crescem

Apneia obstrutiva do sono sono, doença que atingiu o ex-presidente Jair Bolsonarovoltou a chamar a atenção dos médicos e da população e é considerada frequente em Brasilgerando preocupação com a alta incidência e complicações associadas.

A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por interrupções repetidas na respiração enquanto uma pessoa dorme porque as vias aéreas superiores se estreitam ou fecham temporariamente. Como consequência, há queda na oxigenação sanguínea e fragmentação do sono, mesmo que o indivíduo não perceba despertares ao longo da noite.

Segundo a Associação Brasileira do Sono (Absono) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), cerca de 35% dos brasileiros podem apresentar algum grau de apneia do sono, muitas vezes sem diagnóstico há anos. No caso de Jair Bolsonarofoi identificado um quadro grave, com até 50 episódios por hora, o que aumentou a visibilidade do problema e a busca por avaliação nos serviços de pneumologia e medicina do sono.

Quais são os principais sintomas e sinais de alerta da apneia do sono?

Entre os sinais mais conhecidos está o ronco intenso, principalmente quando acompanhado de pausas observadas por outra pessoa, mas nem todo ronco significa apneia. Além do ronco, a doença costuma se manifestar com sintomas noturnos e diurnos que, juntos, ajudam a levantar a suspeita clínica.

Muitas pessoas associam o cansaço e a irritabilidade apenas ao estresse ou ao excesso de trabalho, o que contribui para o subdiagnóstico da apneia do sono. Os seguintes sintomas são frequentemente relatados pelos pacientes e devem levar a uma avaliação médica detalhada:

  • Sonolência excessiva ao longo do dia, mesmo depois de muitas horas na cama;
  • Dores de cabeça ao acordar;
  • Sensação de sono agitado ou não reparador;
  • Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
  • Irritabilidade e alterações de humor.
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Quais são os riscos da apnéia do sono para o coração e o metabolismo?

Do ponto de vista médico, a apneia do sono é considerada um importante fator de risco para outras doenças crónicas. Estudos associam o distúrbio a maior chance de hipertensão, arritmias, doenças cardiovasculares e pior controle do diabetes, além de maior risco de acidente vascular cerebral em casos graves e não tratados.

A fragmentação do sono e quedas repetidas na oxigenação também podem afetar a saúde mental, favorecendo sintomas de ansiedade e depressão. Além disso, a sonolência excessiva compromete a segurança do dia a dia, aumentando o risco de acidentes de trânsito e de trabalho, principalmente para quem dirige ou opera máquinas.

Como funciona o tratamento da condição que afetou Bolsonaro?

O tratamento depende da gravidade do quadro e das características anatômicas e clínicas de cada pessoa, variando desde mudanças no estilo de vida até aparelhos e cirurgias. Nos casos moderados e graves, o método mais utilizado é o CPAP, aparelho que envia fluxo de ar através de uma máscara e mantém as vias aéreas abertas durante o sono.

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Apesar de ser o padrão de referência, a adaptação ao CPAP nem sempre é simples, pois muitos pacientes relatam desconforto com a máscara e sensação de estranheza nas primeiras noites. Em situações selecionadas, especialmente com obstruções físicas acentuadas no nariz, mandíbula ou garganta, a cirurgia pode ser indicada, após avaliação multidisciplinar com otorrinolaringologistas, pneumologistas e especialistas em medicina do sono. Veja detalhes sobre esta condição na explicação do Dr.Dráuzio Varella:

Qual a importância do diagnóstico precoce da apneia do sono?

O diagnóstico geralmente é feito por meio de exames de sono, como a polissonografia, que registra parâmetros respiratórios, cardíacos e a qualidade do sono. A identificação precoce do problema permite que o tratamento seja iniciado antes que surjam complicações mais graves para o coração, o metabolismo e a saúde mental.

Com a exposição do caso de Jair Bolsonaro, os profissionais de saúde reforçam que é uma condição tratável, mas que, quando ignorada, pode comprometer a segurança e a qualidade de vida. Algumas medidas práticas podem ajudar a reduzir riscos e orientar a busca por ajuda especializada:

  • Reconhecer sinais como ronco alto, pausas respiratórias e sono não reparador;
  • Observe cansaço constante, quedas de desempenho e dificuldade de concentração durante o dia;
  • Procure uma avaliação com um médico ou especialista do sono de confiança para determinar o melhor exame;
  • Acompanhe orientações sobre o uso do CPAP, mudanças de hábitos e possíveis intervenções cirúrgicas.