Uma mudança significativa na rotina do varejo na Bahia impactará diretamente as operações de gigantes como Carrefour e Assaí, bem como de redes regionais em 2026. A atual lei estadual impõe regras de acessibilidade, obrigando os supermercados a adaptarem a experiência de compra para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, sob pena de sanções financeiras para quem descumprir os padrões de inclusão.
O que determina a lei estadual sobre acessibilidade?
O Lei nº 14.771em vigor na Bahia, estabelece diretrizes claras para o consumo no estado. O texto legal determina que supermercados e hipermercados devem garantir atendimento personalizado. Na prática, isso significa que a loja não pode oferecer apenas infraestrutura física, como rampas; deve fornecer apoio humano direto àqueles que dele necessitam.
A norma exige que funcionários treinados estejam disponíveis para acompanhar o cliente durante a jornada de compra. O atendimento inclui desde a busca dos produtos nas gôndolas até a leitura de informações cruciais como preços, prazos de validade, composição nutricional e pesagem dos itens. O objetivo é eliminar as barreiras que impedem a autonomia de milhares de consumidores.
Quais grandes redes são impactadas por receitas de bilhões de dólares?
Embora a lei se aplique ao setor, o desafio logístico é maior nas grandes redes que movimentam a economia do estado. Marcas que operam grandes lojas de atacado e varejo precisam adaptar suas estruturas complexas para garantir que esse atendimento humanizado esteja disponível em todas as unidades.
Abaixo, a estimativa atualizada de receita das principais redes regionais da Bahia que lideram esse movimento de adaptação em 2025/2026:
Receita estimada para redes regionais da Bahia (2025/2026)
Análise de desempenho e principais gargalos operacionais do setor varejista
cadeia de supermercados
Faturamento anual
Desafio operacional
Atakarejo
~R$ 5,2 bilhões
Alto volume de lojas e fluxo intenso exigem uma logística ágil.
Rmix
~R$ 1 bilhão
Necessidade de formação contínua das equipas do salão.
Hiperideal
~R$ 1 bilhão
Focar na experiência do cliente exige excelência no suporte.
Hiper Compras
~R$ 650 milhões
Adaptação de sinalização e disponibilidade de pessoal.
Dados baseados em projeções setoriais para o mercado baiano.
Como funciona o fluxo de atendimento nas lojas?
Para o consumidor, o processo deve ser funcional. A lei diretiva estabelece que o estabelecimento deve facilitar o encontro entre o cliente e o assistente. O sistema deve ser proativo, garantindo que as pessoas com deficiência não precisem de percorrer longos corredores sem assistência.
A recomendação é que os supermercados operem com necessidades identificadas na entrada ou no balcão de informações. O funcionário designado atua como “assistente de compras”, garantindo a leitura dos rótulos e o manuseio seguro dos produtos até a finalização no caixa.
Quais são as penalidades e exigências para os estabelecimentos?
A fiscalização, realizada pela Procon-BA e outros órgãos, monitora o cumprimento da norma. O descumprimento repetido ou a negação de serviço podem gerar passivos financeiros e administrativos para as operações comerciais.
As principais obrigações e sanções baseadas na legislação incluem:
- Equipe Qualificada: As grandes lojas deverão manter pessoal suficiente (referência de até 10 funcionários em hipermercados) para evitar filas para atendimento especializado.
- Sinalização Visual: Obrigatória sinalização visível na entrada e no interior da loja comunicando o direito ao apoio.
- Multas: Sanções financeiras previstas em lei, que podem variar de R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00, aplicadas dependendo da gravidade e reincidência.
- Escopo: A regra vale para todas as lojas físicas, sendo necessária adaptação proporcional ao tamanho do estabelecimento.
Como o consumidor pode solicitar atendimento no local?
Acesso ao serviço não Deve ser burocrático. O cliente deverá dirigir-se geralmente ao balcão de atendimento ou ponto de encontro assinalado à entrada. Como boa prática, algumas redes implementaram campainhas ou botões de chamada em prateleiras estratégicas, embora esta seja uma iniciativa da empresa e não uma exigência explícita da lei.
Se o serviço for negado ou o funcionário não estar disponívelo consumidor tem o direito de contactar a gestão. A legislação apoia os clientes para que possam registrar reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor caso o atendimento não seja prestado de forma adequada, garantindo que o direito à acessibilidade seja respeitado.
Qual o impacto desta medida no setor retalhista?
Além das sanções, o nova lei representa um passo importante na qualificação do varejo baiano. Ao garantir a acessibilidade assistida, o Estado reconhece que o ato de aquisição de bens básicos deve ser exercido de forma autónoma, independentemente das limitações físicas de cada cidadão.
Que regulamentação incentiva o mercado adoptar uma responsabilidade social activa. Os supermercados que se adaptam rapidamente não apenas evitam multas, mas fortalecem a reputação de sua marca, fidelizando uma parcela relevante da população que precisa desse apoio para realizar suas compras com dignidade.

