Nova lei já está em vigor, traz proibição e atinge Carrefour, Assaí e outros supermercados em 2026

0
49
nova-lei-ja-esta-em-vigor,-traz-proibicao-e-atinge-carrefour,-assai-e-outros-supermercados-em-2026
Nova lei já está em vigor, traz proibição e atinge Carrefour, Assaí e outros supermercados em 2026

Uma mudança significativa na rotina do varejo na Bahia impactará diretamente as operações de gigantes como Carrefour e Assaí, bem como de redes regionais em 2026. A atual lei estadual impõe regras de acessibilidade, obrigando os supermercados a adaptarem a experiência de compra para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, sob pena de sanções financeiras para quem descumprir os padrões de inclusão.

O que determina a lei estadual sobre acessibilidade?

O Lei nº 14.771em vigor na Bahia, estabelece diretrizes claras para o consumo no estado. O texto legal determina que supermercados e hipermercados devem garantir atendimento personalizado. Na prática, isso significa que a loja não pode oferecer apenas infraestrutura física, como rampas; deve fornecer apoio humano direto àqueles que dele necessitam.

A norma exige que funcionários treinados estejam disponíveis para acompanhar o cliente durante a jornada de compra. O atendimento inclui desde a busca dos produtos nas gôndolas até a leitura de informações cruciais como preços, prazos de validade, composição nutricional e pesagem dos itens. O objetivo é eliminar as barreiras que impedem a autonomia de milhares de consumidores.

Supermercado - Créditos: depositphotos.com/Kwangmoo
Confira as mudanças que a nova lei traz – Créditos: depositphotos.com/Kwangmoo

Quais grandes redes são impactadas por receitas de bilhões de dólares?

Embora a lei se aplique ao setor, o desafio logístico é maior nas grandes redes que movimentam a economia do estado. Marcas que operam grandes lojas de atacado e varejo precisam adaptar suas estruturas complexas para garantir que esse atendimento humanizado esteja disponível em todas as unidades.

Abaixo, a estimativa atualizada de receita das principais redes regionais da Bahia que lideram esse movimento de adaptação em 2025/2026:

Receita estimada para redes regionais da Bahia (2025/2026)

VEJA  Nova ponte de R$ 171 milhões liga o Norte ao resto do Brasil e reforça integração regional

Análise de desempenho e principais gargalos operacionais do setor varejista

cadeia de supermercados

Faturamento anual

Desafio operacional

Atakarejo

~R$ 5,2 bilhões

Alto volume de lojas e fluxo intenso exigem uma logística ágil.

Rmix

~R$ 1 bilhão

Necessidade de formação contínua das equipas do salão.

Hiperideal

~R$ 1 bilhão

Focar na experiência do cliente exige excelência no suporte.

Hiper Compras

~R$ 650 milhões

Adaptação de sinalização e disponibilidade de pessoal.

Dados baseados em projeções setoriais para o mercado baiano.

Como funciona o fluxo de atendimento nas lojas?

Para o consumidor, o processo deve ser funcional. A lei diretiva estabelece que o estabelecimento deve facilitar o encontro entre o cliente e o assistente. O sistema deve ser proativo, garantindo que as pessoas com deficiência não precisem de percorrer longos corredores sem assistência.

A recomendação é que os supermercados operem com necessidades identificadas na entrada ou no balcão de informações. O funcionário designado atua como “assistente de compras”, garantindo a leitura dos rótulos e o manuseio seguro dos produtos até a finalização no caixa.

Quais são as penalidades e exigências para os estabelecimentos?

A fiscalização, realizada pela Procon-BA e outros órgãos, monitora o cumprimento da norma. O descumprimento repetido ou a negação de serviço podem gerar passivos financeiros e administrativos para as operações comerciais.

As principais obrigações e sanções baseadas na legislação incluem:

  • Equipe Qualificada: As grandes lojas deverão manter pessoal suficiente (referência de até 10 funcionários em hipermercados) para evitar filas para atendimento especializado.
  • Sinalização Visual: Obrigatória sinalização visível na entrada e no interior da loja comunicando o direito ao apoio.
  • Multas: Sanções financeiras previstas em lei, que podem variar de R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00, aplicadas dependendo da gravidade e reincidência.
  • Escopo: A regra vale para todas as lojas físicas, sendo necessária adaptação proporcional ao tamanho do estabelecimento.
Créditos: depositphotos.com/gyn9037
Supermercados devem se adaptar à nova legislação – Créditos: depositphotos.com/gyn9037

Como o consumidor pode solicitar atendimento no local?

Acesso ao serviço não Deve ser burocrático. O cliente deverá dirigir-se geralmente ao balcão de atendimento ou ponto de encontro assinalado à entrada. Como boa prática, algumas redes implementaram campainhas ou botões de chamada em prateleiras estratégicas, embora esta seja uma iniciativa da empresa e não uma exigência explícita da lei.

VEJA  Bolsa Família em 2026 pode ser bloqueado instantaneamente por erro simples que muita gente comete

Se o serviço for negado ou o funcionário não estar disponívelo consumidor tem o direito de contactar a gestão. A legislação apoia os clientes para que possam registrar reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor caso o atendimento não seja prestado de forma adequada, garantindo que o direito à acessibilidade seja respeitado.

Qual o impacto desta medida no setor retalhista?

Além das sanções, o nova lei representa um passo importante na qualificação do varejo baiano. Ao garantir a acessibilidade assistida, o Estado reconhece que o ato de aquisição de bens básicos deve ser exercido de forma autónoma, independentemente das limitações físicas de cada cidadão.

Que regulamentação incentiva o mercado adoptar uma responsabilidade social activa. Os supermercados que se adaptam rapidamente não apenas evitam multas, mas fortalecem a reputação de sua marca, fidelizando uma parcela relevante da população que precisa desse apoio para realizar suas compras com dignidade.