Anvisa alerta contra consumo de energéticos importados que contenham substâncias não permitidas no Brasil

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Anvisa alerta contra consumo de energéticos importados que contenham substâncias não permitidas no Brasil

A discussão sobre suplementos alimentares ganhou novo destaque em 2025 e 2026 com a proibição, pela Anvisa, de produtos que utilizavam ozônio como componente em suplementos e bebidas energéticas, chamando a atenção para a segurança das substâncias utilizadas nos alimentos, o limite entre alimentos e medicamentos e a necessidade de seguir as regulamentações oficiais antes de lançar ou consumir qualquer produto com alegações nutricionais especiais.

O que significa uma substância sem avaliação de segurança como ingrediente alimentar?

Quando se afirma que uma substância não possui avaliação de segurança como ingrediente alimentar, isso indica que não há uma análise conclusiva por parte das autoridades sanitárias sobre os riscos e limites de utilização deste componente nos alimentos. No caso do ozônio, a Anvisa autoriza seu uso apenas como agente desinfetante no tratamento de água, e não como parte da formulação de suplementos ou bebidas energéticas.

Esse tipo de avaliação envolve estudos toxicológicos, pesquisas de efeitos em curto e longo prazo e definição de doses máximas aceitáveis. Somente após essa etapa uma substância pode entrar na lista de constituintes autorizados para suplementos alimentares e, até que isso ocorra, qualquer uso em alimentos ou suplementos é tratado como irregular.

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Como os suplementos alimentares devem apresentar benefícios e reivindicações?

A regulamentação brasileira para suplementos alimentares deixa claro que esses produtos não podem ser apresentados como se fossem medicamentos. As alegações autorizadas referem-se apenas a funções metabólicas, nutricionais ou fisiológicas, como a participação de vitaminas e minerais nos processos corporais, sempre vinculadas a uma alimentação equilibrada.

As indicações terapêuticas, como tratamento, cura ou prevenção de doenças, pertencem ao campo dos medicamentos e requerem outro tipo de comprovação científica e aprovação regulatória. A legislação estabelece que nenhuma alegação de suplemento pode sugerir efeito medicinal, mesmo que indiretamente, para evitar que o consumidor confunda um produto alimentício com um tratamento de saúde.

  • Suplemento alimentar: destinado a complementar a dieta alimentar.
  • Medicamento: destinado a diagnosticar, prevenir ou tratar doenças.
  • Alegações terapêuticas: exclusivas para medicamentos, com evidências clínicas robustas.

Quais padrões regulam ingredientes e alegações em suplementos dietéticos?

No Brasil, a regulamentação de suplementos alimentares define regras específicas de composição e rotulagem. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 843/2024 e a Instrução Normativa (IN) 281/2024 estabelecem quais ingredientes podem ser utilizados, até que limites e em quais condições de uso.

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A Instrução Normativa 28/2018 trata das reclamações permitidas na comunicação com o público, incluindo rótulos e peças publicitárias. Para ajudar empresas e profissionais, é possível organizar o passo a passo básico da verificação de compliance em alguns pontos essenciais:

  1. Verifique se o ingrediente consta da lista de constituintes autorizados.
  2. Verifique os limites de utilização estabelecidos pela regulamentação.
  3. Use apenas reivindicações oficialmente aprovadas.
  4. Evite qualquer linguagem que sugira um efeito medicinal.

Como os consumidores podem identificar produtos regulares no mercado?

A decisão envolvendo suplementos de ozônio mostrou a importância de prestar atenção ao rótulo e à publicidade. É fundamental observar se o produto faz promessas de cura, tratamento ou prevenção de doenças, ou se menciona melhoria de órgãos específicos em tom claramente terapêutico, o que geralmente indica descumprimento de regras alimentares.

A Anvisa disponibiliza, em seu portal, a lista oficial dos constituintes autorizados para uso em suplementos, indicando limites de uso e alegações permitidas. Consultar essas fontes oficiais e verificar CNPJ, razão social e possíveis alertas sanitários ajuda a reduzir riscos e favorecer escolhas alinhadas às normas sanitárias vigentes.