O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu aprofundar a análise da liquidação extrajudicial do Banco Master, determinado pelo Banco Central em novembro, inaugurando nesta sexta-feira (01/02), um inspeção oficial junto à autoridade monetária para esclarecer pontos específicos do processo que levou ao encerramento das atividades da instituição financeira.
Quais são os detalhes da liquidação extrajudicial do Banco Master?
Segundo o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, a fiscalização ocorre após o Banco Central enviar nota técnica em resposta a questionamentos levantados pelo Tribunal de Contas. O procedimento envolve o exame da documentação produzida pela autoridade monetária e faz parte das atribuições de controle externo do TCU sobre a administração pública federal. As informações são da CNN.
O liquidação extrajudicial do Banco Masterclassificada em despacho do ministro Jhonatan de Jesus como “medida extrema”, passou a ser alvo de maior escrutínio a partir de dezembro de 2025. O TCU quer verificar se o processo seguiu a legislação aplicável, os procedimentos internos para intervenções em instituições financeiras e se eventuais falhas poderiam afetar correntistas e credores.
Por que o TCU fala em cronologia atípica no caso Banco Master?
O ministro Jhonatan de Jesus mencionou indícios de uma possível “cronologia atípica” no processo decisório, levantando dúvidas sobre a cadeia de atos administrativos que levaram à liquidação do Banco Master. Com base nesta avaliação preliminar, o Tribunal considerou necessário realizar um exame mais detalhado da documentação, culminando na abertura formal da inspeção.
O caso envolve temas delicados, como supervisão bancária, estabilidade do sistema financeiro, proteção de correntistas e credores e transparência nas ações do Banco Central. Para o TCU, esclarecer a ordem e a justificativa dos atos é fundamental para avaliar se houve aderência às normas vigentes e aos princípios da administração pública.
Como funciona a fiscalização do TCU no Banco Central?
A fiscalização aberta pelo TCU no Banco Central é um instrumento de fiscalização utilizado para complementar outras ações de controle já em curso, com escopo mais restrito do que o de uma auditoria completa. Centra-se em pontos específicos que suscitaram dúvidas ou foram considerados insuficientemente esclarecidos, como os fundamentos técnico-jurídicos da solução extrajudicial.
De acordo com o seu próprio TCUa fiscalização é uma ação acessória vinculada a outra iniciativa de controle, conduzida pela área técnica do Tribunal, que analisa documentos, fluxos decisórios e justificativas apresentadas pelo órgão fiscalizado. Ao final, esta unidade elabora um posicionamento a ser enviado ao relator do caso, que poderá propor medidas ao plenário.
Quais são as próximas etapas do processo?
Após receber, no dia 29 de dezembro, a resposta do Banco Central aos questionamentos sobre a liquidação do Banco Master, o TCU passou para a fase de fiscalização presencial ou documental junto à autoridade monetária. A equipe técnica deverá comparar as informações prestadas com os registros internos, avaliando a consistência dos motivos apresentados e a aderência às normas.
Concluído esse trabalho, o parecer técnico será enviado ao ministro relator, Jhonatan de Jesus, que avaliará se os esclarecimentos são suficientes ou se é necessário aprofundar ainda mais o controle. Possíveis medidas incluem novas investigações, recomendações, determinações ou mesmo a abertura de processos adicionais para apuração de responsabilidades.
Perguntas frequentes sobre o Banco Master e o Banco Central
- O que é uma liquidação extrajudicial de um banco? Trata-se de um regime especial em que a autoridade responsável assume a administração da instituição, encerra suas operações e organiza o pagamento dos credores, seguindo regras específicas previstas em lei.
- Quem é o relator do caso Banco Master no TCU? O relator do processo que analisa a liquidação extrajudicial do Banco Master no TCU é o ministro Jhonatan de Jesus.
- A fiscalização pode reverter a liquidação do Banco Master? A fiscalização por si só não reverte o acerto. Avalia a legalidade e a justificativa da decisão, e possíveis desdobramentos dependem de deliberações posteriores do TCU e demais órgãos competentes.
- Qual a diferença entre fiscalização e auditoria no TCU? A auditoria costuma ter escopo mais amplo e autonomia como ação de controle. A fiscalização é acessória, concentrando-se em pontos específicos de um processo ou decisão, utilizada para esclarecer dúvidas e preencher lacunas de informação.

